bill viola

比尔•维奥拉
빌 비올라
ביל ויולה
ビル·ヴィオラ
БИЛЛ ВИОЛА

martyrs (earth, air, fire, water)

BILL VIOLA 3

source: stpaulscouk

Bill Viola’s commission for St Paul’s Cathedral follows the great historical tradition of commissions for spiritual centres that has resulted in a priceless heritage of art around the world.
The result of this commission sees St Paul’s Cathedral, which has always spearheaded the engagement of great artists, house a resonant work of art for our times. Martyrs (and later Mary), will play an important role in connecting contemporary issues with the timeless themes embodied in the cathedral.
Through the relationship between St Paul’s and Tate Modern, visitors to both sites will become aware of the possibilities available on either site and it is hoped that this will lead to new audiences for both. With the symbolic link of the Millennium Bridge, two great institutions will be connected through art.

Bill Viola says:
As the work opens, four individuals are shown in stasis, a pause from their suffering. Gradually there is movement in each scene as an element of nature begins to disturb their stillness. Flames rain down, winds begin to lash, water cascades, and earth flies up. As the elements rage, each martyr’s resolve remains unchanged. In their most violent assault, the elements represent the darkest hour of the martyr’s passage through death into the light.
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source: blainsouthern

Bill Viola (b. 1951) is internationally recognised as one of the leading artists of our time. An acknowledged pioneer in the medium of video art, he has for nearly 40 years created a wide range of video installations displayedat locations across the world from major museums to religious institutions, from royal palaces to universities. His works focus on universal human experiences – birth, death, the unfolding of consciousness – and has roots in both Eastern and Western art as well as spiritual traditions, including Zen Buddhism, Islamic Sufism, and Christian mysticism. Using the inner language of subjective thoughts and collective memories, his videos communicate to a wide audience, allowing viewers to experience the work directly, and in their own personal way.
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source: jamescohan

Bill Viola (b.1951) is internationally recognized as one of today’s leading artists. He has been instrumental in the establishment of video as a vital form of contemporary art, and in so doing has helped to greatly expand its scope in terms of technology, content, and historical reach. For 40 years he has created videotapes, architectural video installations, sound environments, electronic music performances, flat panel video pieces, and works for television broadcast. Viola’s video installations—total environments that envelop the viewer in image and sound—employ state-of-the-art technologies and are distinguished by their precision and direct simplicity. They are shown in museums and galleries worldwide and are found in many distinguished collections. His single channel videotapes have been widely broadcast and presented cinematically, while his writings have been extensively published, and translated for international readers. Viola uses video to explore the phenomena of sense perception as an avenue to self-knowledge. His works focus on universal human experiences—birth, death, the unfolding of consciousness—and have roots in both Eastern and Western art as well as spiritual traditions, including Zen Buddhism, Islamic Sufism, and Christian mysticism. Using the inner language of subjective thoughts and collective memories, his videos communicate to a wide audience, allowing viewers to experience the work directly, and in their own personal way.
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source: publicopt

Uma instalação de arte contemporânea em vídeo e uma catedral do século XVII. O artista americano Bill Viola e a Catedral de São Paulo, em Londres, uniram estes dois mundos e desde terça-feira que Martyrs (Earth, Air, Fire, Water) – Mártires (terra, ar, fogo, água) – está neste espaço de culto e quer mostrar o momento de libertação dos mártires, e não o de sofrimento.

A instalação foi encomendada há onze anos pela Catedral de São Paulo, que está habituada a comissariar peças de arte contemporânea como forma de explorar “a relação entre arte e fé”, lê-se no seu site. Yoko Ono, Antony Gormley ou Rebecca Horn já expuseram neste espaço. Para Bill Viola esta é a segunda vez que expõe neste lugar, depois de Tempest (Tempestade), em 2008, e no próximo ano vai apresentar a instalação Mary, também criada a pedido da catedral.

Martyrs (Earth, Air, Fire, Water) está exposto ao fundo da nave leste da catedral, lugar dedicado aos mártires. A peça constitui-se por quatro ecrãs verticais que fazem lembrar os polípticos pintados na idade média para os altares das igrejas. Em cada um dos ecrãs, num vídeo de cerca de sete minutos, uma pessoa é massacrada por um dos elementos naturais. Não há som e as imagens são lentas e calmas, assim como a expressão estóica dos que estão expostos àquele sofrimento.

Bill Viola diz numa entrevista divulgada no site da catedral que cada vídeo se constitui por três momentos: ao início o mártir está deixado à sua sorte num lugar horrível enquanto é agredido pela água, pelo fogo, pelo ar ou pela terra. Depois sente uma força interior que o faz resistir fisicamente a essa agressão, e por fim está cansado, pálido, mas sereno.

“Não vemos as decisões [que tiveram que tomar], os sacrifícios – isso não faz parte da peça. A peça é a resignação, a dignidade e finalmente a libertação, a conquista destes elementos”, diz na mesma entrevista Kira Perov, directora do estúdio Bill Viola e sua mulher.

“Decidimos representar o mártir não do ponto de vista do espectador, mas do seu espaço interior”, continua Bill Viola. Na procura por uma forma universal para representar o sacrifício, diz Perov, escolheram os quatro elementos naturais por serem a “força selvagem da natureza que não se pode controlar”. A força da água, do fogo, do ar e da terra foram adaptados aos esboços que Bill Viola já tinha feito: um corpo humano sentado, um outro pendurado pelos braços, outro pelos tornozelos e um último agachado.

“Isto não é uma exibição gore, mas há uma sugestão sadomasoquista que desafia os clichés religiosos”, escreve o crítico Jonathan Jones no jornal britânico The Guardian. O crítico que chamou a esta instalação o “Caravaggio de alta tecnologia” que “redefine o que é a arte sacra” vê Martyrs como uma peça provocadora: não há nela a imagem aterradora do mártir que sangra, grita e reza enquanto sofre. Pelo contrário, eles suportam quieta e silenciosamente o sofrimento. É por isto que Viola percebe o essencial da ideia de mártir, diz Jones: “o mistério da coragem humana que sobrevive ao impensável. Esta força vem de Deus? De onde vem?”

Para Bill Viola esta ideia essencial do que é o mártir, de que fala Jones, é o que interessa ao público que visita a Catedral de São Paulo, qualquer que seja a sua religião. “É uma característica humana e nós reduzimos isto ao humano, ao universal. Há muitas culturas, muitas pessoas a agir de maneira diferente, mas por baixo disso, há este núcleo, há este lugar que se procura salvação em todos em todos”, diz o artista de vídeo.
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source: moriartmuseum

ビル・ヴィオラ
1951年ニュ-ヨ-ク生まれ。カリフォルニア州在住。70年ヴィデオ制作を開始。72年に最初の作品〈野生の馬〉を制作。ナム・ジュン・パイクらのアシスタントも勤める。76年初来日、80年に再来日し18カ月滞在。日本の伝統文化と先進テクノロジーを学ぶ。81年にはソニーでアーティスト・イン・レジデンス、《はつゆめ》を制作。92年より生と死をテーマとした作品を本格的に制作。95年第46回ヴェネツィア・ビエンナーレのアメリカ代表。97年よりニューヨーク・ホイットニー美術館企画の大規模な回顧展が、2003年からは個展「受難」がロサンゼルスのJ.ポール・ゲッティ美術館より、それぞれ世界巡回。2005年にはパリの新オペラ座で「トリスタンとイゾルデ」のための作品を発表、オペラとのコラボレーションを実現する。

ヴィオラからのメッセージ
1980-81年の滞在時、私と制作パートナー・妻のキラは、日本で出会った多くの人や文化に深く感銘を受けました。本展の開催は、日本の皆さんへ贈り物をお返しするようなものです。心を開いて私を温かく迎えた人たち。彼らのおかげで新しいことを学び、伝統的なものから新しいものまで、そのユニークな文化に触れることができたのです。