Daniel Steegmann Mangrane

Daniel Steegmann Mangrane Clean Chains

source: estherschipper
Daniel Steegmann Mangrané, born 1977 in Barcelona, Spain.

Selected solo exhibitions include: Daniel Steegmann Mangrané, CRAC Centre Rhénan d’Art Contemporain, Alsace, Altkirch (upcoming October 2014); Cipó, Taioba, Yví, Casa França Brasil, Rio de Janeiro (2013);
Bicho de nariz delicado, Uma certa falta de Coerência (A Certain Lack of Coherence), Porto, Portugal (2013).

Selected group exhibitions include: The Generational Triennial, The New Museum, New York (upcoming February 25 – May 24, 2015);Ir para volver, 12th Biennal de Cuena, Ecuador (2014); Anti-Narcissus, CRAC Centre Rhénan d’Art Contemporain, Alsace, Altkirch (2014); Weather Permitting 9th Mercosul Biennial, Porto Alegre (2013); Suicide Narcissus, Renaissance Society, Chicago (2013); Unique Forms of Continuity in Space, 33° Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo (2013); Utopien Vermeiden, Werkleitz Biennale 2013, Halle (2013); Tropicalia Negra, Museo Experimental el Eco, Universidad Nacional Autónoma de México, Mexico DF (2013); The Imminence of Poetics, 30th Bienal de São Paulo, São Paulo (2012).

Daniel Steegmann Mangrané lives and works in Rio de Janeiro.
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source: pipaorgbr
O trabalho que Steegmann Mangrané se compõe de sutis, poéticas e no entanto cruas experimentações que questionam a relação entre a linguagem e o mundo.

Embora principalmente conceitual, suas instalações engajam com a imaginação do espectador e exibem uma forte preocupação com a existência e as características concretas das obras, ativando a linguagem abstrata como um princípio gerador de pensamento, articulador de um significado instável.

A obra desenvolve assim um sentido de espaço e tempo, construindo uma estrutura a medida que a constelação de elementos entra em ação.
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source: sp-arte
Daniel Steegmann Mangrané nasceu em Barcelona em 1977; vive e trabalha entre Rio de Janeiro e São Paulo desde 2004.

Suas principais mostras individuais incluem: / ( – , Nuno Centeno, Porto; Phasmides, Mendes Wood DM, São Paulo; Cipó, Taioba, Yví, Casa França Brasil, Rio de Janeiro; (2013) Mendes Wood DM, São Paulo (2011), Halfhouse, Barcelona (2011), Centro Cultural Sergio Porto, Rio de Janeiro (2010), Fundació La Caixa, Barcelona(2008)

Seu trabalho foi apresentado em diversas exposições coletivas, incluindo: Out of the blue, Centro de Arte 2 de Mayo, Tropicalia Negra, Museo Experimental el Eco Ambiguações, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro (2013); Yemanjá Claus, Diana Stigter galerie, Amsterdam; 30ª Bienal de São Paulo Biennial, A Iminência das Poéticas (2012); RongWrong, Amsterdam, Espai d’Art Contemporani de Castelló , Galeria de la Estrany de la Mota, Barcelona (2011), Galerie im Riegerungsviertel / Forgotten Bar Project, Berlim, Galerie KoraAlberg, Antwerp (2010), Entes, Barcelona (2009), Bienal de Teheran, Teheran; Museo de Arte Contemporanea de Santiago do Chile (2008), Centro Cultural São Paulo (2007).

Dentre os principais prêmios que recebeu, destacam-se: MUSAC, Centro de Arte 2 de Mayo, Ciutat d`Olot, CoNCA, ABC Prize, Miquel Casablancas, José García Jiménez Foundation, Akademie der Kunste.

Daniel Steegmann Mangrané é um dos organizadores da escola experimental Universidade de Verão, no Capacete, Rio de Janeiro.
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source: casavogueglobo
“Eu vim para o Brasil em 2004 para ficar três meses, acabei ficando mais três meses, mais três… E estou aqui há nove anos”, diz o catalão Daniel Steegmann Mangrané, que tem, a partir de novembro, obra exposta no Videobrasil. Selecionado também para eventos do porte da Bienal de São Paulo, Bienal do Mercosul e Panorama da Arte Brasileira – organizado pelo MAM –, ele vem se revelando como o artista “brasileiro” must see, mas poderia ter sido também um biólogo ou antropólogo de sucesso: animais, florestas, frutas e cultura indígena nacionais lhe despertam interesse. Essa curiosidade se eleva a obra de arte de qualidade rara em sua geração.

Daniel veio ao Brasil depois de estudar artes plásticas e fotografia em Barcelona, pois queria conhecer a Amazônia e admirava Cildo Meireles, Antonio Manuel e Hélio Oiticica. Ainda em seu país, onde tinha um ateliê com uma laranjeira no jardim, idealizou Naranja deprimida depois de ler um texto em que Bruno Munari compara as formas e possibilidades de representação da laranja e da rosa. Já em terras brasileiras, mergulhou na cultura indígena, o que o levou a pensar na instalação Kiti Ka’aeté (em tupi-guarani, “ka’aeté” significa um bosque profundo e mitológico, enquanto “kiti” expressa algo cortado), para a qual ele recortou fotos de nossas florestas seguindo padrões de artes abstratas dos índios, e em Masks, uma seleção de folhas de plantas comestíveis, medicinais e usadas para rituais, com pinturas douradas que também seguem os desenhos tribais. “Naquele espectro de plantas, reuni três diferentes formas da representação do homem: religião, subsistência e ciência”, explica.

Em suas andanças, o artista também encontra animais que o instigam: “A ave teque-teque faz um som muito forte e meio irregular, então resolvi editar as imagens que fiz na floresta no mesmo ritmo do canto dela”, conta, sobre a obra Teque-teque, que estará no Videobrasil. Já o bicho-pau que encontrou no Museu do Açude o levou a pesquisar sobre a feitura de hologramas, pois queria representá-lo em toda a sua complexidade, e a imagem 3D parecia ser essencial para isso. “É um inseto extremamente frágil e, ao mesmo tempo, resistente.”
Mestre em combinar o intercâmbio de imagens, formas e linguagens, Daniel instiga uma alteração do estatuto dos objetos e de nossa percepção dos mesmos. Seu trunfo é a predisposição para migrar de uma mídia para outra, enriquecendo-as com colaborações. “Sempre procuro a forma ideal para apresentar o meu problema e busco especialistas para me ajudar. Assim, aprendo muito no processo também.” O resultado? Instalações, pinturas, filmes, fotografia, escultura – tudo bem pensado e com qualidade indiscutível.

Apesar de ter a palavra “Brasil” em seu nome, o Videobrasil não apresenta somente obras brasileiras. “Procuramos escolher artistas relevantes do sul geopolítico, como América Latina, Caribe, África, Oriente Médio, Europa do Leste, Ásia e Oceania”, afirma Solange Farkas, criadora do festival, que nasceu há 30 anos, quando a videoarte ainda não tinha se estabelecido no mercado – daí o nome. Mas, hoje, o mix de linguagens é democrático, com pintura, escultura e instalação. Espalhado pelo Sesc e instituições como Pivô e Casa do Povo, o festival traz artistas jovens a prestar atenção, como o gaúcho Luiz Roque, que apresentará Geometria Descritiva, um vídeo apocalíptico e poético no qual um vidro quadrado em meio a uma paisagem é quebrado, e esse movimento é mostrado de trás para a frente. “O início do vídeo é uma imagem prata abstrata. À medida que os cacos do vidro se recompõem, a paisagem aparece. A ideia era desconstruir o mundo e, em seguida, reconstruí-lo para criar algo belo e ao mesmo tempo violento”, diz Roque.