HENRYK GORECKI

הנריק גורצקי
헨릭 고 레츠 키
亨里克·戈雷茨基
ヘンリク·グレツキ
Хенрик Гурецкий

symphony of sorrowful songs

HENRYK GORECKI

source: good-music-guide

An unknown Polish composer, writing very dark, sombre music, based on deeply religious texts, in a style that does not have instant appeal, but demands the attention of the listener for almost an hour. Hardly the stuff to outsell Madonna and Britany.

And yet, that is what Henryk Gorecki’s Symphony no.3 (The Symphony of Sorrowful Songs) did. In 1993, a recording with Dawn Upshaw and the London Symphonietta topped not only the classical music charts, but the popular charts as well, and remains the best-selling album ever of music by a contemporary composer.

That any classical CD should sell so well is remarkable, but for a contemporary classical piece, full of such depth of feeling to sell over one million copies is unheard of.

And most surprised of all, perhaps, was Henryk Gorecki himself, who never set out to write popular music. He was part of the radical school of composers that included Szymanowski and Serocki who became known as the Polish school, known for their difficult, dissonant sound mass composition style. The group wrote music that dispensed with rhythm and melody and focussed only on tone color – and the harsher, louder and more jarring, the better.

But Gorecki was always an individual whose compositional style has changed with time. He came late to composition but eventually became the Professor of music at the university in Katowice. He studied in Paris, and was influenced by Webern, Stockhausen, and especially Messiaen, their music unavailable in communist-controlled Poland.

Gorecki’s biggest source of inspiration, however, has always been his fervent Catholicism and his respect for his Polish cultural heritage, including folk and medieval texts. For Gorecki, music should always have meaning and message.

After the 1960’s avant-garde period, Gorecki moved away from dissonance to consonance, away from harshness to harmony. In the 1970’s he picked up on the minimalist movement in the west and fused all these ideas and influences into his unique voice.

Symphony no.3, Symphony of Sorrowful Songs is an hour-long work that demands the attention of the listener. It is made up of three movements, all labelled Lento, their slow, deliberate pace having a ritualistic prayer-like quality, with the intensity of Gregorian chant. They have an extremely slow deliberate harmonic progression and build to a slow controlled climax.

Movement 1 – Lento
sostenuto tranquillo ma cantabile – (sustained, tranquil, and song-like)
The first movement is a great, complex canon of deep sorrow. It starts almost inaudibly with the basses, then with utmost slowness, progressively rises through the strings until the entire orchestra is involved in its glory.

At its heart, as the strings suddenly fade, lies a 15th century Polish poem known as the Lamentation of the Holy Cross. The Mother of Christ begs her dying son to speak:
My son, chosen and loved,
Let your mother share your wounds
(Full text below)
At the end of this soprano respite, this brief ray of light, the huge string canon returns, more powerful than before. This time it retreats, and eventually fades into oblivion.

Movement 2 – Lento e largo – tranquillissimo
The second movement is based on a message found scrawled on a Gestapo prison cell wall in 1944 by an 18 year old girl Helena Wanda Blazusiakówna:
No, Mother, do not weep,
Most chaste Queen of Heaven
Help me always.
Hail Mary.
It is heralded by a radiant set of chords that has made the whole work famous, but then quickly darkens. Again, the theme is motherhood, but this time, the child calls out to the mother, both actual and spiritual.

Movement 3 – Lento cantabile semplicez
The final movement is based on folksong, a mother searching for her son.
Where has he gone,
My dearest son?
(Full text below)
Although certainly sorrowful, these diverse texts are linked by the theme of motherhood and motherly love. There is hope and joy, yearning and loss, tenderness and ultimately peace in this music.

Dawn Upshaw
Dawn UpshawTo what can we attribute its huge popular success? Certainly it is beautiful music, and beauty is attractive. It is unique music, unlike anything else written recently. Dawn Upshaw’s singing is delicate and radiant. She soars over the orchestra with an other-worldly voice.

But there must be something more. Gorecki seems to have tapped in to a deep need of people in this most secular and uncertain times, a need for meaning, for spiritual comfort, for security. It is no surprise that other best-selling contemporary composers, such as Arvo Pärt and John Taverner share this theme for “holy minimalism”. and lets not forget the monks of the monastery of Santo Domingo de Silos whose original Chant recording has now sold over five million copies.

Are we all searching for meaning in a meaningless world?

Henryk Gorecki has moved on from his 1976 Symphony of Sorrowful Songs, his style continuing to evolve. Most recently he has been commissioned by the Kronos quartet to write chamber music.

But it is for his Third Symphony that he remains best-known. And this recording in particular that made him famous outside of his homeland.

For an alternative, from the Naxos label there is this recording from the composer’s home-town of Katowice with soprano Zofia Kilanowicz and the Polish National Radio Symphony Orchestra. A slightly darker rendition but also a little richer in tone. And it also includes three extra pieces: Three Pieces in the Old Style from 1963. .
.
.
.
.
.
.
.
source: wikipedia

A Sinfonia n.º 3, Op. 36, também conhecida como Sinfonia das canções tristes ou Sinfonia das lamentações (em polaco: Symfonia pieśni żałosnych), é uma sinfonia em três andamentos composta pelo compositor Henryk Górecki em Katowice, Polónia, entre Outubro e Dezembro de 1976. Esta obra é representativa da transição do compositor de um estilo dissonante para outro mais tonal.

A sinfonia foi escrita para orquestra e soprano. A solista canta um texto em língua polaca, diferente em cada um dos três andamentos: no primeiro, um lamento atribuído à Virgem Maria escrito no século XV; no segundo, uma mensagem escrita na parede de uma cela da Gestapo durante a Segunda Guerra Mundial; e, no terceiro, uma canção folclórica sobre uma mãe que procura o seu filho, assassinado durante a insurreição na Silésia em 1919. O tema central da sinfonia é, portanto, a maternidade e a separação dos entes queridos por causa da guerra.

Até 1992, Górecki só era conhecido entre entendidos, como um dos muitos compositores do chamado «Renascimento musical polaco» do pós-guerra. Finalmente, nesse ano, a empresa Elektra Records lançou uma gravação com o título Symphony No. 3 (15 anos depois da sua composição) que esteve entre as mais vendidas nas listas de música clássica do Reino Unido e Estados Unidos. Desde então venderam-se mais de um milhão de cópias, o que lhe deu um disco de ouro no Reino Unido em 1 de Fevereiro do ano seguinte, superando largamente as vendas estimadas durante toda uma vida de uma gravação típica de um compositor do século XX. Este êxito, no entanto, não fez atrair a atenção do público para o resto da obra de Górecki.

Uma rua de Katowice, localidade onde foi composta a 3.ª sinfonia.
Apesar do ambiente político contrário à arte moderna (denunciada como «formalista» pelas autoridades comunistas), a música polaca do pós-guerra desfrutou de um nível de liberdade sem precedentes, em especial depois do estabelecimento do «Festival de Outono de Varsóvia» em 1956.10 Górecki tinha obtido reconhecimento entre os compositores vanguardistas pelas suas obras experimentais, dissonantes e serialistas da primeira parte da sua carreira; também se tornou conhecido na cena internacional graças a obras modernistas como Scontri, que foi um êxito no festival de 1960, a sua Sinfonia n.º 1, que ganhou um prémio na Bienal Juvenil de Paris de 1961. Ao longo da década de 1960, Górecki continuou a relacionar-se com outros compositores experimentais da época, como Pierre Boulez ou Karlheinz Stockhausen.

Na década de 1970 Górecki começou a distanciar-se do serialismo e das dissonâncias extremas da sua primeira época. Assim, tanto esta Sinfonia n.º 3, como as peças corais Euntes ibant et flebant (Op. 32, 1972) e Amen (Op. 35, 1975), supõem um recuo em relação a tais técnicas experimentais. A ausência de variação harmónica na Sinfonia n.º 3, tal como a sua insistência na utilização de repetições marca um ponto na trajectória de Górecki para o minimalismo e as texturas simples que caracterizam a sua obra posterior. Dada a natureza religiosa de grande parte das suas obras desta fase, muitos críticos e musicólogos situam-no ao lado de outros compositores contemporâneos que exploram igualmente com estruturas e texturas simples, com a tonalidade e a melodia, e que também adoptam temáticas religiosas, como Arvo Pärt ou John Tavener; no entanto, nenhum dos autores qualificados com esta etiqueta de «minimalismo religioso» ou «minimalismo sacro» admite ter recebido influências comuns com os demais.

Composição

O compositor Henryk Górecki dirigindo. Junho de 2007.
Em 1973, Górecki recorreu ao folclorista polaco Adolf Dygacz em busca de melodias que pudesse incorporar na sua nova obra. Dygacz apresentou quatro canções gravadas na região da Silésia, uma das quais impressionou o compositor. Era uma melodia com o título «Para onde terá ido o meu querido filho» (Kajze mi sie podziol mój synocek mily), que descrevia a dor de uma mãe por seu filho, caído durante a guerra, provavelmente durante as rebeliões de 1919-21. Górecki tinha ouvido uma versão desta canção na década de 1960 e não lhe tinha prestado especial atenção, mas a letra e a melodia do novo arranjo recolhido por Dygacz cativaram-no profundamente. Mais tarde afirmou: «Para mim, é um texto poético maravilhoso. Não sei se um poeta profissional poderia criar tanta força poética com palavras tão simples e intensas. Não há pena, desespero ou resignação, nem gesticulações exageradas: só há a dor e os lamentos de uma mãe que perdeu o seu filho».

Nesse mesmo ano, Górecki ouviu falar de uma inscrição gravada na parede de uma prisão da Gestapo em Zakopane, situada no sopé das Montanhas Tatra, sul da Polónia. As palavras pertenciam à adolescente de 18 anos Helena Wanda Blazusiakówna, encarcerada em 25 de Setembro de 1944. A inscrição diz: «O Mamo nie placz nie—Niebios Przeczysta Królowo Ty zawsze wspieraj mnie» («Oh Mamã, não chores – Imaculada Rainha Celestial, socorre-me sempre»). O compositor recorda-a assim: «Admito que sempre me irritaram as grandes palavras, os gritos de vingança. Talvez se me visse frente a frente com a morte eu também gritasse assim; mas esta frase que encontrei era diferente, quase uma desculpa ou uma explicação por se ter metido nesta situação; procura consolo com palavras simples, mas significativas». Mais tarde explica: «Na prisão, toda a parede estava coberta de inscrições que clamavam: ‘Sou inocente’, ‘Assassinos’, ‘Executores’, ‘Libertai-me’, ‘Salvai-me’, etc. Tudo era chavão e banal. Os adultos escreviam este tipo de mensagens, mas está aqui uma jovem de 18 anos, quase uma menina. Ela é diferente. Não desespera, não chora, não exige vingança. Não pensa em si mesma, se merece ou não este destino. Em troca, pensa na sua mãe, que é quem experimenta o verdadeiro desespero. Esta inscrição é algo extraordinário. E realmente fiquei fascinado».

As Montanhas Tatra, perto da prisão nazi de Zakopane, de onde o compositor tomou uma frase escrita numa das celas para a composição da sua sinfonia.
Górecki tinha pois dois textos: um de uma mãe para o seu filho, e outro de uma filha para a sua mãe. Depois de pesquisar textos para continuar com este tema, decidiu-se por uma canção popular do século XV da cidade de Opole. O seu texto continha uma passagem na qual a Virgem Maria fala com Jesus no momento da crucificação: «Oh, filho meu, o Amado e Eleito, partilha as tuas feridas com tua mãe…» («Synku mily i wybrany, Rozdziel z matka swoje rany…»). Górecki afirmou que «este texto era popular, anónimo. Assim, tinha três actos, três pessoas. Originalmente, pensei em marcar estes textos com uma introdução e uma conclusão. Inclusivamente escolhi dois versículos (o 5.º e o 6.º) do salmo 94 (93 na versão Vulgata), da Bíblia traduzida para polaco por Jakub Wujek: “Ao teu povo, Yahveh, esmagam, a tua herança humilham. Matam o estrangeiro e a viúva, assassinam o órfão”». No entanto, Górecki terminou com este formato, porque acreditava que essa estrutura faria com que a sinfonia fosse «sobre a guerra». Górecki queria transcender mais além do específico, pelo que estruturou a sua obra como três lamentos independentes.

Descrição
A Sinfonia n.º 3 é construída à volta de harmonias simples, em estilo neo-modal que emprega técnicas da música medieval mas que não adere por completo às normas de composição medievais. A sinfonia é escrita para um soprano, quatro flautas -dois flautins-, quatro clarinetes, dois fagotes, dois contrafagotes, quatro trompas, quatro trombones, harpa, piano e instrumentos de corda. Uma interpretação dura normalmente cerca de 50 minutos.

O musicólogo Adrian Thomas nota que a sinfonia carece de dissonâncias, e que não requer nenhum virtuosismo técnico. Além disso, observa que «não há referências estilísticas de segunda mão, embora se tivéssemos que procurar precedentes tínhamos que os encontrar, de maneira distante, em compositores tão variados como Johann Sebastian Bach, Franz Schubert, Tchaikovsky, ou mesmo Claude Debussy». Ronald Blum, por seu lado, descreve a sinfonia como «lúgubre, como Gustav Mahler, mas sem a grandiloquência da percussão, as trompas e o coro, só o lamento das cordas e da soprano solista». A obra consiste em três andamentos em tom de elegia, todos eles marcados como Lento. As cordas dominam a textura musical e o volume raramente se eleva: a marca de fortissimo só aparece em poucos compassos.

Lento – Sostenuto tranquillo ma cantabile
Com duração aproximada de 27 minutos, o primeiro andamento dura tanto como os outros dois andamentos juntos, e baseia-se no lamento atribuído à Virgem Maria escrito no século XV, recolhido em Lysagora Songs, uma colecção do Mosteiro de Santa Cruz nas Montanhas Świętokrzyskie. É formado por três secções: se abre com um cânone em dez partes, utilizando uma melodia de 24 compassos no modo eólio de ré. Começa com os contrabaixos, aos que se junta um novo instrumento a cada 25 compassos, uma quinta por cima do anterior. Quando o cânone alcança as dez repetições, começa a descer até se reduzir a um único tom. A soprano entra na segunda secção e seu canto culmina com o clímax na última palavra, momento no qual se une a orquestra repetindo o clímax do cânone inicial. A terceira secção do andamento é uma longa conclusão que também desce até um único tom.

Lento e largo – Tranquillissimo
“Mamo, nie płacz nie, nie
Niebios Przeczysta Królowo
Ty zawsze wspieraj mnie
Zdrowaś Mario
Mãe, não, não chores,
Casta Rainha dos Céus,
Guarda-me sempre.
Avé Maria.””
— Segundo movimento: texto da pequena oração escrita por Helena Wanda Błażusiakówna, uma jovem polaca de 18 anos, em 1944, nas paredes de um cela da Gestapo, em Zakopane, na noite anterior à sua execução.
O segundo andamento, com 9 minutos de duração, é escrito para soprano, clarinetes, trompas, piano e cordas. Oferece um contraste imediato com o sombrio tom de elegia do primeiro andamento. Contém um libreto formado a partir da oração à Virgem Maria escrita por Błażusiakówna na parede da sua cela. Segundo o compositor, «queria que o segundo andamento tivesse um carácter montanhoso, não no sentido do folclore puro, mas sim que recriasse o clima de Podhale… Queria que o monólogo da menina se parecesse como que cantarolado… por um lado quase irreal, mas por outro dominando a orquestra». O andamento abre com pedal em quintas, lá–mi, e um fragmento melódico, mi–sol♯–fá, que alterna com quedas repentinas no acorde si♭–ré♭.

A letra é da oração escrita numa parede de uma cela da Gestapo por uma menina polaca de 18 anos, invocando a protecção da Rainha dos Céus. A linha melódica, com o acompanhamento de sonoridades envolventes, é triste mas lírica. Thomas descreve o efeito como «quase cinemático… sugerindo o ar livre das montanhas». À medida que a soprano começa a cantar, as suas palavras são acompanhadas pela orquestra, até alcançar o clímax em lá♭. O andamento conclui com um longo acorde das cordas que dura mais de dois minutos sem diminuendo. As duas últimas palavras do andamento são as duas primeiras linhas do Ave Maria polaco, cantadas pela soprano duas vezes no mesmo tom.

Lento – Cantabile semplice
O tempo do terceiro andamento não é tão lento como o dos dois anteriores, e certas alterações leves na dinâmica e no modo fazem que seja mais complexo do que poderia parecer à primeira vista. Está formado por três estrofes em lá menor e, tal como no primeiro andamento, constrói-se mediante a evolução de um motivo simples. A melodia estabelece-se na estrofe inicial, e a segunda e terceira estrofes revisitam os mesmos temas do segundo andamento. Quando a soprano canta as últimas palavras, a tonalidade muda para lá maior diatónico que acompanha o que o escritor David Ellis denominou “a estrofe estática final”:

Oh, cantai para ele / passarinhos cantores a Deus / porque a sua mãe não pode encontrá-lo.
E vós, flores de Deus / florescei por todos os lados / que meu filho possa dormir sonhos felizes.

Depois desta estrofe a orquestra volta a lá menor antes de um poslúdio final em lá maior. Em palavras do próprio Górecki, «finalmente, apareceu esse invariável, persistente e obstinado walczyk [no acorde de lá], que soava bem ao tocar-se piano, de forma a que todas as notas fossem audíveis. Para a soprano, usei uma técnica característica dos cantos das montanhas: suspendendo a melodia na terceira [dó♯] e descendo da quinta até à terceira enquanto o conjunto desce passo a passo [em sextas]».
.
.
.
.
.
.
.
source: heidelberger-fruehlingde

Henryk Mikołaj Górecki (1933-2010): Sinfonie Nr. 3 op. 36 »Sinfonie der Klagelieder«

Selten aber wahr: ein Werk der klassischen Musik ist in den Pop-Charts notiert, und zwar ganz oben. Gelungen ist das in den 1990er-Jahren der Sinfonie Nr. 3 op. 36 »Sinfonie der Klagelieder« des polnischen Komponisten Henryk Mikołaj Górecki. Vertont hat Górecki drei Trauer erfüllte Texte unterschiedlichster Herkunft: eine Lamentation aus der zweiten Hälfte des 15. Jahrhunderts, das Gebet einer 18-Jährigen in den Zellen des Gestapo-Gefängnisses von Zakopane sowie ein Volkslied geistlichen Inhalts. Maurice Ravels raffiniert verfeinerter Impressionismus ist zu Beginn des Konzerts zu hören: »Daphnis et Chloé« entstand als Auftragskomposition durch Sergej Diaghilev und dessen »Ballets Russes« – ein Werk, das Igor Strawinsky als »eines der schönsten Produkte in der gesamten französischen Musik« pries. Auch als Konzertsuite besticht das auf einem spätgriechischen Hirtenroman beruhende Meisterwerk.
.
.
.
.
.
.
.
source: lecturaymusicaparaelalmablogspot

Conocida como Sinfonía de las canciones dolientes o Sinfonía de las lamentaciones, la tercera sinfonía del compositor polaco Henryk Mikołaj Górecki es fantástica y es la obra que recomiendo escuchar esta semana.

Henryk Mikołaj Górecki es un compositor contemporaneo que acaba de morir hace poco más de dos años. Górecki nació en Czernica, el 6 de diciembre de 1933 y murió en Katowice, el 12 de noviembre de 2010, siendo una de las figuras más representativas del postmodernismo musical. La música de Górecki abarca una gran variedad de estilos, pero tiende a ser relativamente simple en armonías. Sus primeros trabajos recuerdan el estilo de Pierre Boulez y otros serialistas. Sus composiciones más recientes suelen ser comparadas con el minimalismo, a veces llamado «minimalismo sacro», como el de Arvo Pärt, con quien también se le comparaba. Sus trabajos reflejaban con frecuencia sus profundas creencias religiosas de católico practicante.

La infancia de Górecki transcurrió en Silesia y trabajó como profesor antes de estudiar composición en la Escuela Estatal Superior de Música (PWSM) de Katowice. Fue el adalid de la vanguardia musical polaca durante el periodo cultural post-stalinista de finales de los años cincuenta con el estreno de sus obras en el Festival de Otoño de Varsovia. Después de recibir un galardón de la Unión de Compositores Polacos, estudió en París en 1961 y 1963, donde conoció a Olivier Messiaen, Pierre Boulez y Kalheinz Stockhausen. En 1975 fue nombrado rector del PWSM, cargo del que dimitió en 1979 debido a presiones políticas; se retiró de la escena pública y abandonó los géneros compositivos de gran escala. Con la caída del régimen comunista, comenzó a viajar de nuevo por el extranjero y desde 1989 se ocupó de las representaciones de sus obras, famosas precisamente gracias al éxito mundial de la grabación de esta sinfonía nº 3, una obra representativa de la transición del compositor entre un estilo disonante y otro más tonal.

La Sinfonía n.º 3, Op. 36, (conocida también como Sinfonía de las canciones dolientes, Sinfonía de las canciones tristes o Sinfonía de las lamentaciones) es una sinfonía en tres movimientos compuesta entre octubre y diciembre de 1976. Fue estrenada en abril del año siguiente por la Orquesta de la Radio del Suroeste de Alemania, bajo la batuta de Ernest Bour en el Festival Royan. Está escrita para orquesta y una soprano que canta un texto polaco distinto en cada uno de los tres movimientos: en el primero, un lamento atribuido a la Virgen María escrito en el siglo XV; en el segundo, un mensaje escrito en la pared de una cárcel de la Gestapo durante la Segunda Guerra Mundial; en el tercero, una canción folclórica sobre una madre que busca a su hijo, asesinado durante la insurrección silesia de 1919. El tema central de la sinfonía es, por tanto, el de la maternidad y la separación de los seres queridos por culpa de la guerra.

Hasta 1992, Górecki no era muy conocido, pero ese año, la compañía Elektra Records lanzó una grabación titulada “Symphony No. 3″ (15 años después de su composición) que se situó entre las más vendidas en las listas de música clásica de Gran Bretaña y Estados Unidos. Desde entonces se han vendido más de un millón de copias, lo que le supuso la obtención de un disco de oro en Gran Bretaña el 1 de febrero del año siguiente, superando con creces las ventas estimadas de toda una vida de una grabación típica de un compositor del siglo XX.1 Este éxito, sin embargo, no ha logrado atraer la atención del público hacia el resto de la producción de Górecki, que permanece casi toda como desconocida.

Además de su tercera sinfonía, Górecki compuso, entre otras obras, el himno “Totus Tuus” (Op. 60, 1987), (Todo tuyo), en el que aborda uno de los temas recurrentes de la teología del papa Juan Pablo II, el de la necesidad de desarrollar una renuncia absoluta a la voluntad de Dios, por lo que se le identifica como un himno dedicado al pontífice, aunque de hecho se trate de un himno dedicado a la Virgen María en el que se le reconoce en sus advocaciones de Madre del Salvador y Madre del Redentor, como se hace en las letanías lauretanas del rosario y en otras oraciones de la tradición católica.
.
.
.
.
.
.
.
source: antiochusover-blog

Henryk Mikołaj Górecki , est un compositeur polonais né le 6 décembre 1933 à Czernica dans le sud de la Pologne et mort le 12 novembre 2010 à Katovice.

La Troisième Symphonie, symphonie des chants plaintifs (op. 36) est une œuvre extrêmement expressive pour soprano solo et orchestre symphonique composée par Henryk Górecki en 1976.
Ici, par la soprano américaine Dawn Upshaw.

1er mouvement : Il s’inspire d’une lamentation des Chants de Lysagora du monastère de la Sainte Croix, écrits au XVème siècle. Il est noté par le compositeur : Lento – Sostenuto tranquillo ma cantabile :
Après un début très grave et très lent, la musique “s’éclaire” progressivement, dans un long crescendo, pour former un tissu orchestral très émouvant jusqu’au “fortissimo” très prenant, comme pour former un cadre à notre réflexion …

2ème mouvement : Lento e largo – Tranquillisimo

Ce deuxième mouvement est une prière à la Vierge Marie inscrite par une prisonnière, Helena Wanda Blażusiakówna, sur le mur de sa cellule dans le siège central de la Gestapo à Zakopane, situé dans le sud de la Pologne dans la Voïvodie de Petite-Pologne. Il commence par une mélodie simple et lumineuse qui revient obstinément … A l’entrée de la soprano, le drame est de nouveau présent, et la “plainte” s’exprime vocalement … de nouveau un crescendo qui mène vers une sorte d’espoir accompagnant la soprano dans l’aigu qui, “forcément” rayonne et résonne à l’intérieur de nous. Puis de nouveau le thème du début, cette fois repris par la soprano, comme un appel … puis la musique retombe, vers la paix et, sans doute, la mort !
.
.
.
.
.
.
.
source: polyphonieseu

Henryk Mikolaj Górecki appartient à cette génération de compositeurs polonais (qui comprend également son contemporain Penderecki) bien placée pour profiter au maximum du dégel post-stalinien des années 50. Dans sa jeunesse (1955-59) Górecki passe de la vitalité exubérante et dynamique des Songs of Joy and Rhythm, op.7 (révisées en 1960), aux œuvres expérimentales s’inspirant davantage de Webern et Boulez. Par la suite l’évolution de son style musical témoigne d’une recherche constante de l’expression de ses racines musicales.

Diplômé de l’Académie supérieure de musique de Katowice et remarqué en 1960 lors du Festival de Varsovie, Gorecki ne tarde pas à manifester la crainte révérentielle que ne cessent de lui inspirer le passé musical de la Pologne, son Eglise, sa culture populaire, pour lui fondements inébranlables de sa propre identité et de celle de son pays, et patrimoine inaliénable. De l’énergie enflammée et flamboyante de Scontri aux lamentations pensives de son oeuvre la plus connue : La 3e symphonie, ainsi que les œuvres les plus récentes de musique de chambre telles que le quatuor à cordes : Already it is Dusk op.62 (1988), et Good Night (1990) écrit à la mémoire de Michael Vyner, toutes attestent de l’intense conscience que le compositeur a de ses racines. L’impact directement émotionnel de sa musique en découle.

Górecki a puisé à diverses sources pour créer ce monde si particulier. Les éléments populaires et religieux sont à la fois abstraits (texture granitique, amples toiles de fond, lenteur des tempi) et spécifiques (chants populaires et textes provenant – pour la plupart – des Tatras chers à son cœur ; hymnologie modale et réminiscences de musique polonaise ancienne). Alors que dans sa jeunesse Górecki avait transformé ces thèmes jusqu’à les rendre méconnaissables, dans les années 70 il fait confiance à leur authentique simplicité et les expose tels qu’ils sont. C’est le cas des hymnes marials et des mises en musique de chants populaires récents. A remarquer aussi, parfois, de brèves évocations de motifs musicaux ou de progressions harmoniques des compositeurs dont il se sent proche : Bach, Chopin, Szymanovski par exemple. Allusions et citations font partie intégrante de ce flux musical, de cette vision personnelle, qui le distinguent de façon si frappante de ses contemporains et compatriotes.

Ne pas confondre toutefois la sobriété de son style avec le minimalisme de certains compositeurs américains et européens occidentaux. Typique de la musique de l’Europe orientale (elle caractérise aussi Arvo Pärt le compositeur esthonien), Górecki lui a apporté de remarquables raffinements. Tenu en très haute estime dans sa Pologne natale, Górecki commence maintenant à s’imposer à l’ouest comme un compositeur de grande envergure, dont la musique passe au-dessus des frontières culturelles et politiques.(source : © Adrian Thomas, 1990)

Gorecki fut très proche de Jean-Paul II, le rejoignant à Cracovie et à Varsovie sur bien des points de son combat. Sa première symphonie fut un manifeste de 1959 pour le renouvellement de la Pologne dans sa longue attente vers une liberté espérée. Un espoir déçu qui s’exprimera dans sa deuxième symphonie de 1972 qui veut apporter une réponse puissante, par la force des textes sacrés extraits de certains psaumes et des fragments des écrits de l’astronome polonais Copernic qui ouvrent sur de vastes espaces de liberté et à partir desquels Gorecki construit une de ses arches d’espoir, « un espoir né du désespoir mais qui n’est pas pour autant désespéré ».
.
.
.
.
.
.
.
source: dhatenanejp

ヘンリク・ミコワイ・グレツキ作曲、告発の歌ではないが重い意味が込められた現代の交響曲。全編、嘆きと悲しみに浮いたり沈んだりして、たゆたう悲歌のシンフォニーとしか言いようのない、つらい音楽である。作者グレツキは1933年ポーランドのオシェウェンツィム生まれ、このポーランド語の地名を読み替えるとアウシュヴィッツ、ナチの強制収容所があったところ。資料を見ると、アウシュヴィッツの強制収容所建設が開始されたのが1940年、ということは、グレツキ少年7歳の時。  ヘンリク・ミコワイ・グレツキ作曲、告発の歌ではないが重い意味が込められた現代の交響曲。全編、嘆きと悲しみに浮いたり沈んだりして、たゆたう悲歌のシンフォニーとしか言いようのない、つらい音楽である。作者グレツキは1933年ポーランドのオシェウェンツィム生まれ、このポーランド語の地名を読み替えるとアウシュヴィッツ、ナチの強制収容所があったところ。資料を見ると、アウシュヴィッツの強制収容所建設が開始されたのが1940年、ということは、グレツキ少年7歳の時。を含むブックマーク  ヘンリク・ミコワイ・グレツキ作曲、告発の歌ではないが重い意味が込められた現代の交響曲。全編、嘆きと悲しみに浮いたり沈んだりして、たゆたう悲歌のシンフォニーとしか言いようのない、つらい音楽である。作者グレツキは1933年ポーランドのオシェウェンツィム生まれ、このポーランド語の地名を読み替えるとアウシュヴィッツ、ナチの強制収容所があったところ。資料を見ると、アウシュヴィッツの強制収容所建設が開始されたのが1940年、ということは、グレツキ少年7歳の時。のブックマークコメントAdd Star
 グレツキの評伝は知らないが、この事実が彼の人生に与えた影響は、小さくなかったのではないか。「悲歌のシンフォニー」と呼ばれるこの曲を聴いて、一番気になったのは、まずそのこと。音楽を聴いて、作曲者の伝記的なストーリーを気にする聞き方はどうかと思うが、この事実を知ってしまった以上、気にしないわけにはいかなかった。それほど、この曲は変わっている。

 全体は、3楽章で構成されているので、順番に聞いてゆこう。まず第1楽章、コントラバス、チェロ、ヴィオラ、ヴァイオリンの順番に腹に響くような低音で始まり、静かで緩やかな旋律が何十にも重なり音の帯が広がってゆく。私は第2次大戦の大型爆撃機の接近を連想した。分厚くなった合奏が大きく盛り上がり、13分経過した頃に、鐘の音のようなピアノに導かれてソプラノの独唱が入ってくる。

  私の愛しい、選ばれた息子よ、

  自分の傷を母と分かち合いたまえ。

  愛しい息子よ、私はあなたをこの胸のうちにいだき

  忠実に仕えてきたではありませんか。

  母に話しかけ、喜ばせておくれ。

  わたしの愛しい望みよ、あなたはもうわたしのもとを離れようとしているのだから。

  〔聖十字架修道院の哀歌、「ウィングラの歌」より、15世紀後半〕

ドーン・アップショウのソプラノが、聖母マリアの悲痛な哀歌を歌い上げる。これが、第1楽章の中間部、盛り上がりの頂点部分、歌が終わると、前半部と対照的に、ゆっくりと弦楽の帯が薄くなり、最後のコントラバスのみの演奏に戻ってゆく。変な例えかもしれないが、富士の裾野から徐々に高まって頂上部分で歌が響き、反対側を同じように下る感じ、とでも言えばいいか。曲調は常に単純なメロディーを何十にも、塗り重ね盛り上がった絵の具のように、重ね合わせて分厚い。

 第2楽章は、完全に歌が主体。ソプラノが全編を支配し、悲しい祈りの歌を歌う。歌詞は「チスス、ドイツ秘密警察の本部があったザコパネの「パレス」で、第3独房の第3壁に刻み込まれた祈り。その下に、ヘレナ・ヴァンダ・ブワジュシャクヴナの署名があり、18歳、1944年9月25日より投獄される、と書かれている」とある。独房の壁に刻まれた18歳の娘の祈りの言葉はあまりにも切ない。東欧のマリア信仰の広がりとその深さを、かつての旅行で実感した。祈るしかなかった若い命に黙祷あるのみ。

  お母さま、どうか泣かないでください。

  天のいと清らかな女王さま、

  どうかいつもわたしを助けてくださるよう。

  アヴエ・マリア。

 かつて、イギリスのラジオでこの楽章が放送され、この演奏が大ヒットしたことがあるという。この歌は何時聞いても、胸に響いてくる。宗教と祈りの意味が、これほどその意義を赤裸々に示すことも珍しいのではないか。この娘さんは、助かったのだろうか、いや、そんなはずはあるまい、と思うと辛くなる。極めて美しく、そして悲しい楽章。

 第3楽章、これも悲しみの歌、今度はポーランドのオポーレ地方の民謡。母が歌う亡くなった息子に対する悲しみと祈りの歌、こんな悲しい民謡をもつ地域があることが驚き、民衆にとって相当の心情的根拠があって歌い継がれてきたものだろうが、悲痛な風土というほかない。歌は弦楽合奏をと打楽器のような効果を繰り返すピアノに導かれて、何度も盛り上がり、最後は、優しく美しい終わり方をする。
.
.
.
.
.
.
.
source: vk

Третья симфония Хенрика Гурецкого (Henryk Górecki), известная также как «Симфония скорбных песнопений» или «Симфония печальных песен» («Symfonia pieśni żałosnych»), относится к наиболее популярным произведениям польского композитора. Последняя из трёх его симфоний, она была создана в октябре-декабре 1976 года в Катовице и посвящена жене композитора Ядвиге Рураньской.

Симфония порождает мощный образ моления перед лицом общей бесчеловечности и жестокости. Сочинение, написанное для сопрано и оркестра, длится около часа и содержит три части, представляющие собой три своеобразные коды или постлюдии. В первой части, в каноне, где проводится тема с использованием эолийского лада, звучит песнопение на текст XV века (Ламентация Девы Марии из Монастыря Святого Креста), в котором Дева Мария обращается к умирающему на кресте Сыну, стремясь облегчить Его страдания. Вторая часть, запоминающаяся открывающим её гармоническим мотивом, написана на слова, выцарапанные восемнадцатилетней Хеленой Вандой Блажусяк на стене гестаповской тюрьмы в Закопане и обращённые к матери и к Деве Марии: «О, мама, не плачь, не надо. Царица Небесная, будь всегда для меня опорой». В третьей части Гурецкий использует две цитаты: похожее на остов колыбельной чередование двух аккордов, взятое из Мазурки Шопена (op. 17, № 4), и последовательность аккордов из разработки первой части Третьей симфонии Бетховена. Текст третьей части – слова польской народной песни, записанной в Силезии фольклористом Адольфом Дыгачем.

Частью европейской культуры «Симфония скорбных песнопений» становилась медленно: бытовало мнение о недостатке в ней музыкальных идей и решений («Никак не могу понять, что заставляет людей идти в магазин, чтобы приобрести эту занудную симфонию?»). Иногда симфония вызывала неприязнь как сочинение, чересчур уверенно опирающееся на жалость, личные переживания и религиозные чувства слушателей. Кроме того, успеху симфонии препятствовали длительное удерживание слушателей в состоянии рефлексии и стремление к простоте композиторской техники, которое поначалу оценивалось как дилетантизм, а потом, в сочетании с иллюстрированием религиозных мотивов, стало носить имя «сакрального минимализма». Критика также встретила эту симфонию, знаменовавшую отход Гурецкого от ранних, эстетически более радикальных сочинений, единодушным неодобрением.

В 1993 году запись Третьей симфонии, исполненной Лондонской Симфониеттой с участием певицы Дон Апшоу и под управлением Давида Зинмана, заняла первое место в хит-параде классической музыки журнала «Граммофон» и попала в десятку самых продаваемых в мире записей (шестое место). С тех пор Третья симфония Хенрика Гурецкого стала одной из наиболее популярных симфоний второй половины XX века.