MADREDEUS

Мадредеуш
マドレデウス

Haja O Que Houver

source: abecedariomusicaldochinelinhoblogspot

No universo musical, este grupo é formidável, a voz maravilhosa de Teresa Salgueiro e a parte instrumental que era formada por Pedro Ayres Magalhães (violão), Rodrigo Leão (teclados), Francisco Ribeiro (violoncelo), Gabriel Gomes (acordeão) formam um dos melhores grupos de Portugal e um dos melhores do mundo, apesar de não terem o devido reconhecimento.

Os Madredeus são o grupo musical português de maior projeção mundial. A sua música combina influências da música tradicional portuguesa com a música erudita e com a música popular contemporânea, com destaque para a música popular brasileira (sobretudo a bossa nova).
A musicalidade do grupo sempre foi erroneamente referida como fado, gênero musical português mais conhecido internacionalmente, sobretudo pela imprensa fora de Portugal. O grupo nunca se descreveu desta forma, ainda que declarasse existir uma aproximação ao “espírito musical” do fado.

Nos seus vinte anos de carreira, os Madredeus lançaram 14 álbuns e estiveram em turnê em 41 países – incluindo a Coreia do Norte e um festival de música na Noruega, dentro do Círculo Polar Árctico.

Magalhães e Leão formaram o grupo em 1985, Ribeiro e Gomes juntaram-se a eles em 1986. Na sua busca por uma vocalista, descobriram Teresa Salgueiro numa casa noturna de Lisboa, quando esta cantava alguns fados numa reunião informal de amigos. Teresa foi convidada para uma audição e aí surgia o grupo, o qual ainda não tinha um nome. A proposta inicial era a de uma oficina criativa, à qual todos os músicos levavam suas idéias e compunham em conjunto os temas e arranjos. Em 1987, o local de trabalho do grupo, o Teatro Ibérico (antiga igreja do Convento das Xabregas, num bairro de lisboa chamado Madredeus) serviu de estúdio de gravação para mais de quinze temas reunidos à época em um LP duplo, depois convertido para o formato de CD. Chamaram-no de Os dias da Madredeus e daí viria o nome do grupo. O carácter inovador do álbum fez com que os Madredeus se tornasse um fenômeno instantâneo de popularidade em Portugal à época.
Em 1990 foi editado o segundo disco dos Madredeus, Existir, que teve na canção O Pastor um grande sucesso. Apesar disso, o grupo era relativamente desconhecido no estrangeiro. Isto mudou quando os Madredeus deram uma série de concertos na Bélgica onde decorria a Europália, uma exposição que no ano de 1991 foi dedicada à cultura portuguesa. Outro fato que contribuiu para que os Madredeus se tornassem conhecidos no estrangeiro foi o uso da canção “O Pastor” num filme publicitário na Grécia, à revelia do grupo.
Seguiu-se um disco gravado ao vivo em Lisboa, no qual o grupo interpretava canções dos dois primeiros discos e incluía novos temas, um dos quais (“Mudar de Vida”) com a participação dos guitarristas Carlos Paredes e Luísa Amaro.
Em 1994 a banda lança O Espírito da Paz, um álbum que consolida o grupo no estrangeiro. O disco alcançou o primeiro lugar das paradas da Espanha e levou o grupo a uma longa digressão internacional, a qual incluiu o Brasil e alguns países do Extremo Oriente .

Durante as sessões de gravação de O Espírito da Paz, que decorreram em Inglaterra, os Madredeus gravaram outro disco, que seria editado em 1995. Wim Wenders, impressionado com a música do grupo, os tinha convidado para musicarem um filme sobre Lisboa, chamado Lisbon Story (no Brasil, “O Céu de Lisboa”; em Portugal, “Viagem a Portugal”), do qual o grupo foi protagonista. A trilha sonora deu ao grupo ainda maior projeção internacional.

Em 1995, incorporam-se nos Madredeus os músicos Carlos Maria Trindade, no lugar do teclista Rodrigo Leão, e o guitarrista José Peixoto. Em 1996, Francisco Ribeiro e Gabriel Gomes deixam o grupo e em 1997, os Madredeus gravaram o primeiro álbum com a atual formação, intitulado O Paraíso. No mesmo ano ingressa no grupo Fernando Júdice (baixo acústico).

Em 1998, o grupo foi convidado a ser a atração do concerto de abertura da Expo’98 em Lisboa, ocasião na qual se apresentaram ao lado do tenor espanhol José Carreras. A parceria inusitada renderia outros encontros futuros.

O ano de 2000 marcou o lançamento do álbum Antologia, com canções de toda a discografia do grupo até então e mais duas canções inéditas: a bossanovista Oxalá e As Brumas do Futuro, tema do filme de estréia da atriz portuguesa Maria de Medeiros como diretora, “Capitães de Abril”, sobre a Revolução dos Cravos.

Em 2001, o grupo lança Movimento, o segundo álbum de estúdio com a nova formação, e depois deste alguns álbuns experimentais que causaram acaloradas discussões entre os fãs e críticos: “Electrónico”, uma compilação de versões electrónicas das canções do Madredeus feitas por alguns dos músicos eletrônicos de mais prestígio da Europa, e Euforia, um álbum duplo com canções gravadas ao vivo pelo grupo com a “Vlaams Symfonisch Radio-orkest”, Orquestra Sinfónica da Rádio Flamenga, da Bélgica.

Em 2004, o Madredeus entrou em estúdio e de lá saíram canções suficientes para dois álbuns: “Um Amor Infinito”, dedicado aos fãs de todo o mundo, e “Faluas do Tejo”, este último sendo considerado uma homenagem à cidade de Lisboa, terra natal do grupo.

O ano de 2007 foi um ano sabático para o Madredeus. Seus integrantes desenvolveram projetos paralelos ao trabalho da banda, como Teresa Salgueiro, que lançou naquele ano dois álbuns, ambos produzidos por Pedro Ayres Magalhães, e a dupla José Peixoto e Fernando Júdice, que criaram o grupo Sal unindo-se à voz de Ana Sofia Varela e a percussão de Vicky.

Os integrantes do Madredeus sempre tiveram liberdade para conduzir projetos paralelos ao grupo: Carlos Maria Trindade, Pedro Ayres Magalhães, José Peixoto e Fernando Júdice atuam frequentemente como produtores musicais. Trindade e Peixoto tem sólidas carreiras como solistas e, mais recentemente, José Peixoto e Fernando Júdice têm trabalhado em projetos conjuntos, como o álbum Carinhoso, no qual os dois músicos revisitam o repertório do compositor brasileiro Pixinguinha, e o já citado grupo Sal.

Em 28 de novembro de 2007, porém, o anúncio da saída de Teresa Salgueiro, Fernando Júdice e José Peixoto tomou os fãs do grupo de surpresa. Pedro Ayres Magalhães declarou à época que o futuro do grupo era incerto e que, na opinião dele, tornar-se-ia difícil pensar em um retorno sem a presença de Teresa Salgueiro, cuja voz tornou-se emblemática para os Madredeus.

Em 2008, o Madredeus lançou um novo álbum, “Metafonia”. Após a saída de Teresa Salgueiro, Fernando Júdice e José Peixoto, Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade decidiram-se por não substituir esses músicos, mas sim criar um novo ensemble ao qual chamaram A Banda Cósmica, o qual reúne duas vozes femininas, harpa, guitarra elétrica, bateria, percussão, baixo eléctrico e violino.

No Brasil, o grupo ficou conhecido pelo grande sucesso de suas apresentações em casas de espetáculo por todo o país – sempre com lotação esgotada, em que pese a quase ausência das músicas do grupo nas rádios brasileiras – e também por suas apresentações ao ar livre, com destaque para os concertos que realizou no Pelourinho, em Salvador, Bahia (1995), na Praia de Icaraí, em Niterói, estado do Rio de Janeiro (1997) e no Parque do Ibirapuera, São Paulo, e na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (2000), ambas por ocasião das comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. As canções do grupo também já foram tema de diversas produções televisivas no Brasil como a mini-série da Rede Globo de Televisão “Os Maias” (2001) (com as canções “Matinal”, “Haja o que Houver”, “As Ilhas dos Açores” e a canção que se tornou o tema de abertura da referida produção televisiva, a emblemática “O Pastor”).

O grupo também já se apresentou em Angola, Cabo Verde e Macau.
.
.
.
.
.
.
.
source: madredeus

La Storia

1985
(Luglio/Agosto)
Pedro Ayres Magalhães, bassista degli Heróis do Mar , gruppo che si trova all’apogeo del suo successo, e Rodrigo Leão, bassista dei Sétima Legião, desiderando uscire dagli schemi della musica pop portoghese, tentano di fare “un altro tipo di musica” .
Durante le pause nel lavoro dei due gruppi, si incontrano e cominciano a comporre brani per due chitarre acustiche.
Pedro Ayres scrive anche alcuni testi, immaginando una voce che li possa cantare.
Gabriel Gomes, fisarmonicista dei Sétima Legião, si unisce a queste sessioni improvvisate.
1986
(Ottobre)
In ottobre, Francisco Ribeiro, un amico di Pedro Ayres che studia violoncello al Conservatorio di Lisbona, viene invitato ad entrare nel gruppo, al quale continua a mancare una voce, dal momentoche varie audizioni con diverse cantanti non hanno soddisfatto pienamente i musicisti.
Durante una nottata per i bar del Bairro Alto di Lisbona, , Rodrigo Leão e Gabriel Gomes sono attratti dalla voce di una ragazza che sta cantando canzoni di fado con un gruppo di amici.
Conoscono così la giovane Teresa Salgueiro, che invitano ad un’audizione sui brani del loro repertorio.
Dopo alcune note, i musicisti percepiscono che hanno finalmente scoperto quello che cercavano.
Pedro Ayres è ugualmente sorpreso quando, ritornato da un viaggio in Brasile, ascolta la cassetta che i suoi compagni hanno registrato.
Iniziano così a provare nei dintorni di Lisbona, nel medesimo studio utilizzato dagli Heróis do Mar ,che si rivela assolutamente inadeguato ai rigori dell’inverno.
Un amico comune li mette in contatto con la direzione del Teatro Iberico, una piccola compagnia indipendente installata in un’ala dell’antico convento della Madre de Deus, in Xabregas, un quartiere nella zona orientale di Lisbona.
Di solito provano di notte, al termine degli spettacoli della compagnia, entusiasmati dall’acustica di quell’ambiente e dai risultati ottenuti.
1987
Nel corso della primavera, le prove dei Madredeus diventano un punto d’incontro di alcuni giovani lisboeti.
Gli amici del gruppo, come giá nel giro dei Heróis do Mar e dei Sétima Legião, cominciano a riunirsi nel Teatro Iberico quasi tutte le notti,dando al luogo un ambiente di “workshop”: i musicisti chiedono l’opinione dei presenti, si discute, nascono idee…
Dal momento che il gruppo non ha nome, gli amici iniziano a fare loro riferimento con il nome della zona – “Madredeus”.
Intanto Pedro Ayres Magalhães fa circolare due o tre cassette con le canzoni del nuovo gruppo, e tenta di convincere i responsabili della EMI-Valentim de Carvalho (che giá pubblicavano i dischi degli Heróis do Mar e dei Sétima Legião) a pubblicare il loro lavoro.
Peraltro, la coesione creatasi tra i musicisti e la giovane cantante, la scoperta di nuovo “suono” (Rodrigo Leão ha iniziato,timidamente,a suonare le tastiere) accellerano gli sviluppi e la volontá: viene deciso di registrare in quello spazio, senza attendere uno studio disponibile, e Pedro convince la casa editrice a investire in questa produzione originale ed innovarice.
Nel frattempo, dopo aver sentito una delle cassette, il giovane scrittore Miguel Esteves Cardoso pubblica un appassionato articolo nel settimanale musicale Blitz , dove afferma che la musica é una forma di espressione della veritá e che i Madredeus sono la migliore speranza della nazione.
Le sessioni di registrazione si tengono nelle notti del 28, 29, e 30 di Luglio.
Le 19 canzoni sono registrate digitalmente con appena due piste e dal vivo, davanti ad alcuni invitati.
Per evitare i rumori, i musicisti suonano scalzi, con dei cuscini sotto i piedi, e le registrazioni sono sempre interrotte quando nella via passa un tram.
I Madredeus si presentano finalmente dal vivo il 29 novembre a Porto ed il 30 novembre a Lisbona, nella prima parte del concerto dove i Sétima Legião promuovono il loro album “Mar de Outubro”.
L’accoglienza delle platee é, dal principio, entusiastico, soprattutto per la canzone “A Vaca de Fogo”: ma quella musica esige una nuova attitudine di ascolto da parte del pubblico.
Durante il primo concerto a Lisbona, un’avaria nel sistema di alimentazione causa che il resto del concerto sia continuato senza alcuna forma di amplificazione, e obbliga i 1500 presenti ad uno sforzo insperato, che li meraviglia.
Nelle prime dichiarazioni, il gruppo afferma che gli arrangiamenti sono ispirati alla tradizione della musica popolare portoghese e che vuole far rinascere l’interesse per il canto in portoghese.
E viene espresso un nuovo atteggiamento: “Non siamo un gruppo, siamo persone che si riuniscono per suonare”(Francisco Ribeiro).
“Le nostre canzoni nascono quasi dall’improvvisazione,vengono create con calma, alcune cominciano per essere esercizi di perfezionamento strumentale per tutti noi.
Negli spettacoli, vogliamo ridurre la tensione esistente negli ascoltatori e nei musicisti.Vogliamo avere il tempo per creare la musica sul palco e che le persone che ci ascoltano accompagnino questa creazione.(Pedro Ayres Magalhães).
Nella prima settimana di Dicembre, viene pubblicato l’album “Os Dias de Madredeus”,prodotto da Pedro Ayres Magalhães , con 16 canzoni:”As Montanhas”,”A Sombra”, “A Vaca de Fogo”, “Os Pássaros Quando Morrem Caem no Céu”, “A Estrada do Monte”, “Adeus… E Nem Voltei”, “A Península”, “A Cantiga do Campo”, “Fado do Mindelo”, “A Marcha da Oriental”, “A Cidade”, “Maldito Dia Aziago”, “A Andorinha”, “O Brasil”, “O Meu Amor Vai Embora” e “Amanhã”.
Il disco diventa subito molto poplare sulle radio e sui giornali, e un passaggio obbligatorio della musica portoghese.
1988
I Madredeus cominciano ad essere insistentemente richiesti per concerti dal vivo in varie cittá portoghesi iniziano un tour che tocca Lisbona, Setúbal (all’aperto davanti a 8000 persone), Santa Maria da Feira, Lisbona, Barreiro, Reguengos, Viana do Castelo, SantaMaria (nelle isole Azzorre), Lisbona, Cova da Piedade, Angra do Heroísmo (Azzorre), Aveiro, Lisbona, Sines e Coimbra.
Ancora annichiliti dalla meraviglia provocata dal viaggio nelle Azzorre, sono invitati a fare parte della delgazione portoghese nella Biennale dei giovani artisti del Mediterraneo, e cosí, in Dicembre, partono per Bologna.
Incantati dalla cittá e dalla presneza di artisti di vari paesi ( e di arti differenti), oltre ai due concerti inizialmente previsti,- che hanno sopreso positivamente le platee- , si producono in vari “happenings” spontanei durante la permanenza, trovando spunti per nuove canzoni.
Ritornano a Lisbona per alcuni concerti, il 22 di dicembre, durante la Fiera dell’Industria della Cultura.
In quest’anno girano anche il loro primo videoclip, per la canzone “A Vaca de Fogo” (realizzato da Paulo Miguel Forte).
1989
Superando tutte le aspettative iniziali dei musicisti, i Madredeus continuano ad essere insistentemente richiesti.
Ritornano nuovamente nelle Azzorre (Ponta Delgada e piú tardi Angra do Heroísmo) e suonano a Silves, Covilhã, Lisbona,Viseu e Évora.
In giugno viaggiano fino alla Corea del Nord per esibirsi nel Festival della gioventú a Pyongyang.
In questa estate, di nuovo a Lisbona, rimane nella memoria di tutti il concerto nella chiesa di São Luís dos Franceses, troppo piccola per contenere la moltitudine di ammiratori che riempirá anche la strada adiacente.
Suonano successivamente ad Odivelas, nel festival de Sagres, a Vila do Crato e a Coimbra.
Quando ritornano a Lisbona, in novembre, i Madredeus presentano le nuove canzoni nei loro spettacoli, non sempre eseguite nella medeisma maniera o con i medesimi arrangiamenti.
Il pubblico inizia peraltro a ricordare i nomi delle nuove canzoni, Cuidado”, “O Navio”, “O Pomar das Laranjeiras”, mentre il gruppo si prepara per una seconda incisione.
Nell’ultimo concerto dell’anno in Lisbona, nell’Aula Magna, la prima parte e’ dedicata ai temi per sintetizzatore compsti da Nuno Canavarro e Carlos Maria Trindade, quest’ ultimo tastierista degli Heróis do Mar (che intanto in quest’anno hanno sospeso la loro attivitá) e compagno di avventure musicali di Pedro Ayres sin dal 1979.
Il luogo scelto per le prove si sposta dall’antico convento di Madre de Deus alla Colectividade de Santa Catarina, vicino al Castello di San Giorgio, dove si puó godere di una vista fantastica su Lisbona ed il Tejo.
1990
L’album Existir viene registrato negli studi Namouche, a Lisbona, fra febbraio ed aprile.
Dopo tre anni, é la prima esperienza dei Madrewdeus in uno studio, ed é Qui che conoscono António Pinheiro da Silva- antico membro di due gruppi famosi negli anni ’70, i “Perspectiva”e i “Banda do Casaco”,che si é ritirato dalle scene per proseguire la carriera come ingegnere del suono e produttore.
La sintonia con lui emerge da una produzione firmata con Pedro Ayres Magalhães, tanto che continuerá a collaborare con i Madredeus fino al 1996.
Il 19 ed il 20 di aprile vengono presentate le nuove canzoni dal vivo nel Cinema Tivoli:
Matinal(dove si sente per la prima volta l’eccellente voce del violoncellista Francisco Ribeiro) “0 Pastor”, “O Navio”, “Tardes de Bolonha” (un strumentale di Rodrigo Leão ispirato dalla permanenza a Bologna del 1988), “0 Ladrão”. “A Confissão”, “O Pomar das
.Laranjeiras”, “Cuidado”, “As Ilhas dos Açores”, “O Menino”, “Solstício” e “A Vontade de Mudar”.
In maggiosi recano nuovamente a Vienna e suonano alla presenza del borgomastro della cittá.
Ritornano a Lisbona per alucni concerti nella capitale e nelle zone vicine.
Quest’anno visitano per la prima volta Macao, e approfondiscono la conoscenza dell’estremo oriente.
Viene pubblicato in CD il primo album, sebbene privo di “A Cantiga do Campo”.
1991
La tourneé di Existir prosegue,con esibizioni ad Aveiro, Braga, Loures e Grândola.
António Pinheiro da Silva diventa un conpagno permanente del gruppo.
In marzo vengono girati i videoclips di “Cuidado” e “O Pastor” (diretti da Paulo Miguel forte,per le produzioni Latina-Europa).
All’inizio di Aprile, su invito del municipio di Lisbona, si recano a Firenze per esibirsi nell’ambito della Settimana di Cultura Portoghese(tra gli spettatori c’é anche Piero Ghezzi).
Ritornano nelle Azzorre (Ponta Delgada e Angra do Heroísmo) e volano quindi a Barcellona, per quello che sará il loro primo concerto in Spagna.
Seguono i concerti a Setúbal e nel Coliseu dos Recreios di Lisbona dove, il 30 aprile, registrano il doppio album dal vivo “Lisboa” ( lo spettacolo fu inoltre registrato dal vivo dalla RTP), dove appaiono come invitati il grande maestro della chitarra portoghese Carlos Paredes e un coro di ottanta voci venute appositamente dalle Azzorre.
Si esibiscono a Guimarães, Porto e Matosinhos, quindi fanno il loro primo viaggio per Rio de Janeiro.
Prima della fine dell’anno e di un viaggio in Belgio per suonare nell’ambito di Europália 92, visitano ancora Guarda, Évora, Macau, Almada, Viseu, Alpedrinha e Cascais.
1992
Le nuove canzoni rimangono nella memoria di tutti coloro che le ascoltano.
All’inizio dell’anno i Madredeus si trovano con una fitta agenda di impegni all’estero e, sebbene non volendolo( ma,al tempo stesso, eccitati per l’idea) quasi non effettuano concerti in Portogallo, eccetto cinque date in Lisbona, distribuite nel corso dell’anno.
Viagiano per il Belgio( due concerti a Bruges ed uno a Bruxelles, parallelamente all’intensa attivitá promozionale dell’agente del gruppo e dei responsabili della EMI portoghese insieme ai loro colleghi del Belgio e dei Paesi Bassi) e per la Francia (Printemps de Bourges, Rouchelle e Toulouse).
Si esibiscono a Siviglia, nell’ Expo 92, ritornano a Bruxelles, raggiungono la Francia (Blenod, Voiron e Brieux), vanno in Svizzera (Martigny), passano ancora in Francia per tenere un concerto per la prima volta a Parigi, e quindi un’altra volta in Belgio(Hasselt, Grimbern,Aalst, Bruges, Turnhout, Gent e Kortrijk), dove l’entusiasmata delegazione locale della EMI pubblica Existir.
In ottobre visitano per la prima volta il Giappone per alcune esibizioni promozionali.
Ritorneranno quindi di nuovo in Francia (Grenoble e Rennes), tengono uno spetacolo a Madrid, ed anche per la prima volta, ad Amsterdam.
Prima di Natale é pubblicato per la prima volta in Portogallo l’album doppio dal vivo “Lisboa”.
1993
Quest’ anno, l’agenda dei concerti dei Madredeus cresce smisuratamente rispetto al 1992.
In gennaio sono in Germania, dove presentano lo spettacolo a Friburgo,Berlino, Amburgo, Dusseldorf,Francoforte e Stoccarda.
A febbraio, durante un intervista ad un settimanale lisboeta, Teresa Salgueiro e Francisco Ribeiro affermano :”Sul palco diciamo no alla fame, alla guerra ed ad ogni forma di violenza”.
In questo stesso mese ritornano in Belgio (dove l’entusiasmo é crescente e l’album Existir comincia a salire nelle classifiche di vendita) per esibirisi a Bruxelles (due notti), Angouleme, Liegi e Gent.
Poi vanno in Spagna, con date a Barcellona, Leon e Saragoza.
La EMI decide di lanciare i Madredeus nel circuito discografico internazionale.
Si recano in Grecia per alcune presentazioni promozionali (“showcases”) ,Pedro Ayres coinvolto in un progetto parallelo (i Resistência) invita il chitarrista José Peixoto a prendere il suo posto nelle esibizioni dal vivo.
Intanto, gli altri musicisti trovano la cosa non normale, Pedro ritorna ed il gruppo diventa un sestetto con due chitarristi.
In giugno, si esibiscono in uno stadio di calcio di Lisbona durante il festival “Portugal ao vivo”, davanti a 50.000 persone.
Joana Vicente realizza un nuovo video per “O Pastor”.
Durante l’estate, il gruppo effettua una lunga tournée in Francia, Parigi, Quimper, Loire, Vannes, Istres, Reims, Chartres, Sévres, St Priest, Ile de Ré, Tarbes, Digione, St. Darthélemy, Athis, Bordeaux, Quevelly, St Thibaut, Montluçon, Lagny, Montelimar,
Tolosa.
Approfittando di una pausa, Pedro Ayres conduce i Madredeus per una visita al santuario neolitico di Carnac.
Piú tardi, ritornano in Grecia, per favorire il lancio del disco in questo paese, esibendosi ad Atene, Salonicco, Rodi e Creta.
In settmbre raggiungono l’Olanda:Amsterdam, Groninga ed Eindhoven.
In ottobre meravigliano con la prima serie di concerti in Giappone: Tokyo, Osaka, Amakusa e di nuovo Tokyo.
Prima di ritornare a Lisbona, passano ancora per il Lussemburgo e la Svizzera (Losanna e Mulhouse).
E a dicembre, soddisfano finalmente i fans portoghesi, amareggiati per un’assenza cosí prolungata , esibendosi a Covilhã, Coimbra, Funchal (isola di Madera), Viseu, Guimarães, Macao, Sintra e finalmente Lisbona – dove sono accolti da una vera e prorpia apoteosi, nel corso di quattro notti nel Centro Culturale di Belém.
Rodrigo Leão pubblica nel frattempo l’album “Ave Mundi Luminar”, il suo primo lavoro in proprio.
1994
La stanchezza non é l’única cosa che i Madredeus hanno accumulato durante il 1993.
Alla fine di gennaio, dopo una breve pausa di due settimane, tutto ricomincia da capo.
Il gruppo torna a riunirsi(avendo spostato il luogo delle prove nella casa di Gabriel Gomes)
per lavorare a nuovi brani e cercare di raccontare con la musica le esperienze nel frattempo accumulate.
In questo periodo, il gruppo fa una breve incursione in studio per registrare una versione di “Maio Maduro Maio” che sará inclusa nell’album in omaggio a José Alfonso, “Filhos da Madrugada”.
Pedro Ayres Magalhães é avvicinato dal cineasta tedesco Wim Wenders, che sta preparando un film su Lisbona(quest’anno la cittá é capitale europea della cultura), e vuole utilizzare alcune canzoni dei Madredeus nella colonna sonora.
In marzo, i musicisti , con António Pinheiro da Silva e Jonathan Miller (un ingegnere del suono britannico che da alcuni anni vive a Lisbona) volano in Inghilterra e si stabiliscono negli studi Great Linford Manor, situati in aperta campagna.
Qui prendono forma i brani del nuovo album, e nasce l’idea di creare musiche originali per il film di Wenders, mentre i contatti tra Pedro ed il regista ( che,entusiasmato,accetta l’idea) aumentano, per la discussione riguardo il ruolo che il gruppo potrá avere nel film ed in che contesto
Piú tardi si recano a Londra e concludono il lavoro nei Lansdowne Recording Studios.
Tutto viene terminato il 5 di maggio; invece di un album, ne hanno fatti due, per la felicitá dei responsabili della casa editrice, che rimangono meravigliati di sorpresa.
Il primo sará pubblicato ancora in primavera, ed il suo titolo riassume le impressioni piú frequentemente trasmesse ai pubblici stranieri dalle canzoni del gruppo – “O Espírito da Paz”(lo spirito della pace)-
Le nuove canzoni sono presentate in primo luogo agli addetti al lavoro belgi durante uno spettacolo privato in una bella chiesa di Bruxelles.
Durante un breve ritorno in Portogallo il gruppo gira i videoclips di “Vem” e “Ao Longe o Mar” (realizzazione di José Pinheiro), e filmano parte della loro partecipazione nell’opera di Wenders.
Le nuove canzoni sono presentate in un concerto memorabile nell’antico Monastero di Batalha, quindi ad Aveiro e Braga, in Brasile (S.Salvador e S.Paulo), in Danimarca( Copenaghen), ed a Bruxelles, e solo allora il gruppo ritorna a Lisbona per esibirsi nel concerto in omaggio a José Alfonso tenutosi nello stadio di Alvalade, e nel Coliseu di Porto nei primi giorni di Luglio.
Qui Rodrigo Leão rende pubblica la sua decisione di abbandonare i ritmi di lavoro frenetici dei Madredeus per dedicarsi ai suoi lavori da solo.
Nel tempo di una settimana é sostituito da Carlos Maria Trindade, che accompagna immediatamente i Madredeus per una breve tournée in Spagna: Vigo, La Coruna, Salamanca, Bilbao, Donosita, Saragozza e Murcia.
Fino alla fine di agosto visitano anche Setúbal, Cascais, Óbidos, Portimão, Nazaré,
Montemor-o-Velho, Tomar, Viseu, Viana do Castelo, Funchal e Ponta Delgada, prima di trasferirsi ad Ibiza per un piccolo concerto per la EMI.
Si rimettono in viaggio per brevi promozioni nei paesi dove il disco é stato distribuito :
Spagna, Belgio, Italia, Olanda, Germania, Francia, Svezia e Belgio.
Nell’inizio di ottobre volano in Giappone per unaseconda serie di concerti (Tokyo,Osaka, Nagoya, Sagamiomo e Sendai) dove sono complimentati dalla famiglia dell’Imperatore.
Ritornano in Svezia, Inghilterra (Londra, South Bank Centre), Belgio(Gent, Neerpelt e Bruxelles), Amsterdam, e quindi fanno un’incursione in Germania (Monaco, Amburgo, Berlino,Stoccarda, Francoforte),in Grecia ed in Francia,prima di ritornare a Lisbona per una settimana di concerti nel Centro Culturale di Belém in dicembre,davanti un pubblico in estasi.
Nella settimana di Natale, tutti gli album dei Madredeus sono nella TOP-20 della Associazione Fonografica Portoghese, il che costituisce un fatto mai accaduto nella storia discografica nazionale.
Il gruppo attende, con grande ansietá, un periodo di ferie.
1995
In gennaio le brevi ferie dei Madrdeus sono interrotte dall’arrivo di Wim Wenders a Lisbona per girare due videoclips per i brani “Céu da Mouraria” e “Alfama”.
Per il primo vengono utilizzate le installazioni della Compagnia di Danza di Lisbona;per il secondo, un vecchio tram della Carris lungo il suo antico percorso per Alfama.
Tre giorni dopo il gruppo é di nuovo in viaggio per una tournée in Spagna, con venti concerti durante il mese di febbraio.Le ferie sono rinviate.
In marzo é pubblicato “Ainda”, ed esce “Lisbon Story”, il film di Wim Wenders – que scrive un simpatico commento per la copertina del disco.
In questo mese i Madredeus tengono 19 concerti nel Portogallo continentale, concludendo nel Coliseu di Porto, il 31 marzo ed il 1 aprile.
Nella seconda settimana di aprile si recano in Belgio, Germania, Svizzera ed Olanda.
Alla fine di giugno partono per le Azzorre, per girare un documentario sul gruppo, realizzato dall’olandese Rob Rombout.
Ritornano in continente alla fine di luglio, e durante il mese di agosto effettuano una serie di concerti all’aperto in spazi storici del Portogallo, esibendosi davanti alla muraglia di Vila Nova de Cerveira, nella piazza a Praça João Franco em Guimarães,nel monastero di S. Bento da Vitória no Porto, nel palazzo d iQueluz, nel palazzo Mateus em Vila Real ed a Fortaleza de Almeida.
In settembre sono in Brasile, da dove ritornano entusiasmati per il concerto tenuto nel Parco Ibirapuera, a San Paolo, con un‘orchestra a e gli arrangiamenti di Jaques Morelenbaum, abituale collaboratore di Caetano Veloso, e fanno i primi concerti negli Stati Uniti (New York, Boston, San Francisco e Los Angeles).
In ottobre ritornano in Giappone.
Durante una breve permanenza a Lisbona, suonano il 2 novembre nel cinema Tivoli, per il lancio di “Um Futuro Maior”, il libro di Jorge P. Pires con la biografia del gruppo.
Prima di due settimane dopo sono di nuovo in Brasile.
La stanchezza accumulata incomincia a rendere difficili i rapporti tra i musicisti.
Arrivano a Lisbona poco prima di Natale per un periodo di ferie.
1996
Il gruppo si riunisce nei primi giorni di gennaio per discutere la negoziazione del contratto che li lega alla casa editrice.
Gli incontri,praticamente giornalieri, si prolungano per due mesi.
Alla fine di maggio, il gruppo torna a viaggiare, per una nuova serie di concerti in Italia, Svizzera, Giappone, Germania, e quindi negli Stati Uniti.
Il mattino in cui partono per gli Stati Uniti (dopo un giorno e mezzo passati a Lisbona), un settimanale annuncia lo scioglimento del gruppo – notizia che é prontamente smentita, durante la mattinata, dagli stessi musicisti.
Ritornano in Portogallo alla fine di giugno, e alcuni giorni dopo suonano al festival di Vilar dos Mouros.
Dopo il concerto, i sei musicisti iniziano un periodo sabbatico con l’accordo di reincontrarsi a partire da settembre per lavorare sui brani del prossimo disco.
Non succede piú nulla fino alla fine dell’anno.
1997
Il disaccordo cresce, e tutta la programmazione delle attivitá del gruppo rimangono sospese.
In febbraio, Pedro Ayres, Teresa Salgueiro, José Peixoto e Carlos Maria Trindade iniziano a provare in una sala del Centro Cultural de Belém.
Alla fine di maggio, i quattro passano agli studi Valentim de Carvalho, in Paço de Arcos, nei dintorni di Lisbona, dove perfezionano i nuovi temi.
Il 6 di giugno é firmato l’accordo che sancisce la separazione con Gabriel Gomes e Francisco Ribeiro.
Una settimana dopo il bassista Fernando Júdice – antico membro dei “Trovante”, compagno di Pedro nei Resistência e con una carriera segnata dalle peripezie – viene invitato ad unirsi ai Madredeus.
Negli ultimi giorni di luglio la nuova formazione si presenta ai discografici in maniera informale ,durante tre giorni di prove aperte nel Teatro Inatel, vicino a Lisbona ed alla Costa de Caparica; nei primi due giorni suonano parte del nuovo repertorio e dopo si offrono alle domande dei giornalisti.
Quindi partono per un breve itinerario di sei concerti in Italia- con la nuova formazione e le nuove canzoni – ed alla fine di luglio ritornano in questo nazione per iniziare le registrazioni nei Condulmer Recording Studios, a Zorban di Mogliano, vicino Venezia dove, nel mese di agosto, viene inciso “O Paraíso”.
Il 21 di agosto si esibiscono a Pamplona, in Spagna.
Ed il 18 di settembre presentano il nuovo spettacolo al pubblico portoghese con un concerto ad Evora, all’aperto e con ingresso libero.
.
.
.
.
.
.
source: madredeus

The History
1985
(July/August)
Pedro Ayres Magalhães, the bass-player with Heróis do Mar (a group which was then at the very height of its success) and Rodrigo Leão, the bass-player with Sétima Legião, decided to relieve some of the boredom that they felt in belonging to the then Portuguese pop world by trying to play “a different type of music”.
Whenever there was a gap in the diaries of the two bands, they would get together and try to write tunes for two acoustic guitars. Pedro Ayres Magalhães began to write some lyrics to fit these tunes, whilst imagining the sort of “voice” that might sing them. Gabriel Gomes, the accordion-player with Sétima Legião, joined them in these improvised jam sessions.
1986
(October)
Francisco Ribeiro, a friend of Pedro Ayres that was studying to play the cello at the Lisbon Conservatory, was invited to join the band – but the voice that they needed was still missing, since the auditions that the musicians had held with different female singers never fully satisfied them. One night, on a visit to Bairro Alto, the attention of Rodrigo Leão and Gabriel Gomes was drawn to a young woman who suddenly began to sing fado at a table where she was sitting with a group of friends.
This was how they first met the then teenager Teresa Salgueiro, who they invited to take part in an audition singing the repertoire that the friends had built up by that time.
After the first few songs had been played, the musicians realised that they had finally found the voice that they had been looking for.
Pedro Ayres was just as surprised when he returned from a trip to Brazil and listened to the cassette that his companions had recorded. The group’s first regular rehearsals were held in the suburbs of Lisbon, in thesame room that was used by the group Heróis do Mar, butwhich proved to be completely unsuitable during the harsh winter months.
A friend that they had in common got in touch with the managers of Teatro Ibérico, a small independent theatre company operating in a wing of the old Convento de Madre de Deus, in Xabregas, in the east of Lisbon.
They would normally rehearse at night after the theatre company had finished their performance, and they became extremely excited both by the sound produced by the acoustics of that space and the results of their own efforts.

1987
Throughout the spring months, the rehearsals of Madredeus gradually became the meeting point for a small group of Lisbon people.
The group’s friends, as well as the circle of friends ofthe members of Heróis do Mar and Sétima Legião, began to gather there almost every night and the space soon took onthe atmosphere of a workshop: the musicians would ask the people that were there for their opinions, this would be followed by a discussion and new ideas would then be suggested…
As the group still had no name, the group of people that regularly came to listen began to refer to them by the name of the place – “Madredeus”.
Meanwhile, Pedro Ayres Magalhães passed round two or three cassettes containing the songs ofthis new group and tried to convince the managers of EMI-Valentim de Carvalho (who were already marketing the records of Heróis do Mar and Sétima Legião) to record and publish this new work. However, the great rapport that had been forged between the four musicians and the young singer, and the discovery of a new “sound” (Rodrigo Leão had rather timidly begun to play the synthesiser) caused events to move much more quickly than they had originally intended: they decided to record in that same rehearsal space, without having to wait for an available studio, and Pedro convinced the record company to invest in this original and innovative production. Meanwhile, after listening to one of the cassettes, the young writer Miguel Esteves Cardoso had published an enthusiasticreview in the weekly music paper “Blitz”, in which he defended the idea that “Music is one of the various kinds of truth” and that Madredeus represented the nation’s greatest hope in this field.
The recording sessions took place during the nights of 28, 29 and 30 July.
The 19 songs were recorded digitally on only two tracks, and the quintet played them live to a small audience of specially invited guests.
To guard against any unwanted noise, the musicians played barefoot with cushions under their feet, and the recordings were always interrupted whenever a tram went past in the street outside.
Madredeus finally played to a live audience for the first time on 29 November (Porto) and 30 November (Lisbon), in the first half ofthe concert at which Sétima Legião presented their new album “Mar de Outubro”.
Right from the beginning, they were to get enthusiastic receptions from their audiences, especially for the song “A Vaca de Fogo”, but people also appreciated that this music required a new attitude on the part of the listening public.
During their first concert in Lisbon, a breakdown in the PA system meant that they had to play the rest of the concert without any amplification, and the audience of 1500 people in the Aula Magna at Lisbon University consequently found themselves having to make an unexpected effort, with quite startling results.
In the first interviews that they gave, the group insisted that the instrumental arrangements were inspired by
the traditions of Portuguese popular music and that they wanted to reawaken people’s taste and enthusiasm for songs that were sung in Portuguese. And they also displayed a completely new attitude: “We are not a group, we are just people who get together to play” (Francisco Ribeiro): “Our songs have more or less sprung from improvisations. They were created in an atmosphere of great calm, and some of them started out as little more than exercises designed for us all to practise playing our instruments together. In our concerts, we try to relieve the tension that builds up in both the audience and the musicians.
We want to give ourselves the time to create our music on stage, so that the people who are listening to us can accompany us in this act of creation” (Pedro Ayres Magalhães).
In the first week in December, the album “Os Dias de Madredeus”, produced by Pedro Ayres Magalhães, was released, with 16 tracks: “As Montanhas”, “A Sombra”, “A Vaca de Fogo”, “Os Pássaros Quando Morrem Caem no Céu”, “A Estrada do Monte”, “Adeus… E Nem Voltei”, “A Península”, “A Cantiga do Campo”, “Fado do Mindelo”, “A Marcha da Oriental”, “A Cidade”, “Maldito Dia Aziago”, “A Andorinha”, “O Brasil”, “O Meu Amor Vai Embora” and “Amanhã”.
The record immediately became a regular feature both on the radios and in the columns of newspapers, and is now recognised as representing a major watershed in Portuguese music.
1988
Madredeus began to be booked on an increasingly regular basis for live concerts in other Portuguese cities: Lisbon, Setúbal (an open air concert in front of 8000 people), Santa Maria da Feira, Lisbon, Barreiro, Reguengos, Viana do Castelo, Santa Maria (in the Azores), Lisbon, Cova da Piedade, Angra do Heroísmo (again in the Azores), Aveiro, Lisbon, Sines and Coimbra. Barely had they recovered from the astounding impressions caused by their visit to the Azores than they were invited to join the Portuguese delegation to the Young Mediterranean Artists Biennial Festival, and so in December they found themselves on their way to Bologna.
Delighted by the city and the presence of artists from various countries (and from a wide range of different arts), in addition to playing the two concerts that were originally planned – and which had a surprising and positive effect upon the audience – they were involved in various spontaneous happenings during their stay, trying out some of their ideas for new songs.
They then returned to Lisbon for yet another concert, on 22 December, during the Cultural Trade Fair. This same year, they made their first videoclip for “A Vaca de Fogo” (directed by Paulo Miguel Forte).
1989
Far exceeding all their initial expectations, Madredeus continued to be constantly sought after. They returned once again to the Azores (Ponta Delgada and then later Angra do Heroísmo) and played at Silves, Covilhã, Lisbon, Viseu and Évora.
In June, they travelled to North Korea to play at the Pyongyang Youth Festival. Returning once again to Lisbon .
That same summer, they were to play an absolutely unforgettable concert at the Igreja de São Luís dos Franceses, a space that was too small to hold the great crowd of fans, who spilled out to fill the street in front of the church. After this, they played at Odivelas, at the Sagres Festival, Crato and Coimbra.
On their return to Lisbon in November, Madredeus already included a number of new songs in their concert repertoire, which they did not always play in the same way or with the same arrangements.
The audience, however, soon became perfectly familiar with the names of their new songs -”Cuidado”, “O Navio”, “O Pomar das Laranjeiras” – whilst the band got ready to record a second album.
At the last concert which they gave that year at the Aula Magna in Lisbon, the first part was filled with special compositions for two synthesisers, written by Nuno Cavarro and Carlos Maria Trindade, the keyboard player with Heróis do Mar (a groupwhich had meanwhile suspended all its activities during that same year) and a regular companion of Pedro Ayres in his various musical adventures since 1979.
The site of the group’s rehearsals was moved from the Convento da Madre de Deus to the Colectividade de Santa Catarina, close to St. George’s Castle, with a magnificent view over Lisbon and the River Tagus.
1990
The album “Existir” was recorded at the Namouche studios in Lisbon, at different periods between February and April.
Finally, after three years, this was Madredeus’ first experience in a studio, and it was here that they got to know António Pinheiro da Silva – a former member of two influential Portuguese bands during the 1970s, Perspectiva and Banda do Casaco, who had given up live performances to concentrate on a career as a sound engineer and producer.
The rapport that the group immediately struck with him resulted in the album being jointly produced by Pedro Ayres and António Pinheiro da Silva, who was to continue working with Madredeus until 1996.
On 19 and 20 April, they presented their new songs live at the Tivoli Cinema. “Matinal” (featuring for the first time the excellent voice of the cellist Francisco Ribeiro), “O Pastor”, “O Navio”, “Tardes de Bolonha” (an instrumental piece by Rodrigo Leão,which had been inspired by the group’s trip to Italy in 1988), “O Ladrão”, “A Confissão”, “O Pomar das Laranjeiras”, “Cuidado”, “As Ilhas dos Açores”, “O Menino”, “Solstício” and “A Vontade de Mudar”. In May, they made a lightning visit to Vienna, where they played before the city’s mayor, after which they returned to Portugal for a series of concerts in Lisbon and other districts around the country. This same year, they visited Macau for the first time, also discovering the Far East for themselves.
Their first album was released in CD form, although the song “A Cantiga do Campo” had been omitted, which is still only available today in its original vinyl version.
1991
The “Existir” tour continued with concerts in Aveiro, Braga, Loures and Grândola. António Pinheiro da Silva became the group’s permanent companion. In March, they recorded the videoclips of “Cuidado” and “O Pastor” (produced by Latina-Europa and directed by Paulo Miguel Forte).
At the beginning of April, at the invitation of the Lisbon Municipal Council, they travelled to Florence to play in the Portuguese Cultural Week being held there.
They returned to the Azores (Ponta Delgada and Angra do Heroísmo) and then flew to Barcelona, for what was to be their first concert in Spain.
After this came concerts in Setúbal and at the Coliseu dos Recreios in Lisbon – where, on 30 April, they recorded the live double album “Lisboa” (the concert was also recorded on video by the Portuguese Television Company, RTP).
The album included as guest artists both the great master of the Portuguese guitar, Carlos Paredes, and a choir of 80 voices, who had come from the Azores expressly for this event.
After this came concerts in Guimarães, Porto and Matosinhos, and the group’s first trip to Rio de Janeiro. Before their first visit to Belgium at the end of the year to play at Europália/92, Madredeus also playedconcerts at Guarda, Évora, Macau, Almada, Viseu, Alpedrinha and Cascais.
1992
The new songs soon stuck in the memory of all those who heard them.
At the beginning of the year, Madredeus were faced with an extensive programme of foreign concerts and, much against their wishes (although they were, at the same time, excited by the idea), they played almost no concerts in Portugal, except for five dates in Lisbon, at different times during the year.
They therefore travelled to Belgium (playing two concerts in Bruges and one in Brussels, whilst the group’s agent and the managers of EMI Portuguesa were simultaneously engaging in intense promotional activity with their colleagues in Belgium and the Benelux countries) and France (Printemps de Bourges, Rochelle and Toulouse).
They also played at Expo ‘92 in Seville, returning once more to Brussels and passing through France (Blenod, Voiron and Brieux) on their way to Switzerland (Martigny), returning to France once again to play in Paris for the first time and then back again to Belgium (Hasselt, Geimbern, Aalst, Bruges, Turnhout, Gent and Kortrijk), where EMI’s most enthusiastic local office had released the record “Existir”.
In October, they visited Japan for the first time for a series of promotional showcases. Then they returned once again to France (Grenoble and Rennes), also playing in Madrid and, for the first time, in Amsterdam. Before Christmas the live double album “Lisboa” was released in Portugal.
1993
At the beginning of the year, the number of concerts planned by Madredeus showed an enormous increase in relation to 1992.
In January, they visited Germany for concerts in Friburg, Berlin, Hamburg, Dusseldorf, Frankfurt and Stuttgart. In February, in an interview that they gave to a Lisbon weekly paper, Teresa Salgueiro and Francisco Ribeiro were to say: “On stage we’re saying no to famine, war and all forms of violence”.
This same month, they returned to Belgium (where the band had an ever bigger group of fans and the album
“Existir” was beginning to shoot up the music sales charts) to perform in Brussels (two nights), Angoulême, Liége and Gent.
After this came Spain, with concerts in Barcelona, León and Saragoça. EMI decided to launch Madredeus on the international record circuit.
They travelled to Greece for some promotional showcases.
Pedro Ayres, who was also involved in a parallel project (with the group Resistência) invited the guitarist José Peixoto to take his place for the group’s live performances.
The other musicians in the group found this situation rather strange, however, and Pedro immediately returned, so that thereafter Madredeus became a sextet with two guitarists.
In June, they played at a football stadium in Lisbon during the festival Portugal ao Vivo (Portugal Live), in front of 50,000 people.
Joana Vicente directed another videoclip of the group for “O Pastor”.
During the summer, the group undertook an extensive tour of France: Paris, Quimper, Loire, Vannes, Istres, Reims, Chartres, Sèvres, St. Priest, Ile de Ré, Tarbes, Dijon, St. Barthélemy, Athis, Bordeaux, Quevelly, St. Thibaut, Montluçon, Lagny, Montelimar, Toulouse.
Taking advantage of a short break between concerts, Pedro Ayres Magalhães took Madredeus on a visit to the Neolithic burial site at Carnac.
Later they returned to Greece, to promote the release of their record in this country, and played at Athens, Salonika, Rhodes and Crete.
In September, the group toured Holland, playing at Amsterdam, Groningen and Eindhoven.
In October, they had a truly fascinating first concert tour of Japan: Tokyo, Osaka, Amakusa and once again Tokyo.
Before returning to Lisbon, they passed through Luxembourg and Switzerland (Lausanne and Mulhouse).
And, in December, they were finally able to satisfy the wishes of their Portuguese fans, who had been greatly upset by such a long absence, and played at Covilhã, Coimbra, Funchal (in Madeira), Viseu, Guimarães, Macau, Sintra and finally Lisbon – where they were given a most glorious reception with four nights of concerts at the Belém Cultural Centre. Meanwhile, Rodrigo Leão had released his first solo album “Ave Mundi Luminar”.
1994
Exhaustion was not the only thing that Madredeus had accumulated during 1993.
At the end of January, after a short break of two weeks, everything started all over again.
The bandgot together again (this time moving the site of their rehearsals to Gabriel Gomes’ house) to work on some new songs and to try and use their music as a way of making sense of the experiences that they had had in the meantime.
During this period, the group paid a brief visit to the studio to record a version of “Maio, Maduro Maio” which was to be included in the tribute album to José Afonso, “Filhos da Madrugada”. Pedro Ayres Magalhães was approached by the German film director Wim Wenders, who was preparing a film on Lisbon (the European Cultural Capital for 1994) and wanted to use some of Madredeus’ songs in the film’s soundtrack.
In March, the musicians flew to England with António Pinheiro da Silva and Jonathan Miller (a British sound engineer who had been living and working in Lisbon for several years) where they shut themselves away in the heart of the English countryside at the Great Linford Manor Studios.
There the songs for their new album began to take shape and the idea was formed of composing entirely original music for Wenders’ film, whilst the contacts between Pedro and the director (who was extremely enthusiastic about the idea) were beginning to turn into a discussion about the role that the group themselves might play in the film, and in what context.
Later they went to London and finished their recording work at the Lansdowne Recording Studios.
Everything was ready on 5 May: instead of making one album, they had made two, to the great amazement of the record company, who were caught totally by surprise.
The first album was released that same spring, and its title was intended to sum up the impressions that foreign audiences had most frequently transmitted to them about their reactions to their songs: “O Espírito da Paz” (The Spirit of Peace).
The new songs were presented first hand to the Belgian press during a private concert held in a beautiful Brussels church.
During a brief visit to Portugal, the group recorded the videoclips of “Vem” and “Ao Longe o Mar” (directed by José Pinheiro) and filmed part of their participation in the Wenders’ sfilm.
The new songs were presented to the general public at a memorable concert held in the monastery of Batalha, and then at Aveiro and Braga, in Brazil (at São Salvador and São Paulo), in Denmark (Copenhagen) and Brussels.
Only after this did the group return to Lisbon to take part in the concert organised as a tribute to José Afonso at the Alvalade Stadium in Lisbon, and to play at the Coliseu in Porto at the beginning of July.
And it was here that Rodrigo Leão publicly announced his decision to leave the group, unable to keep up with the intense pace of working with Madredeus and preferring to devote himself to his solo musical career.
Within the space of a week, he had been replaced by Carlos Maria Trindade, who immediately accompanied Madredeus on their short tour of Spain: Vigo, La Coruña, Salamanca, Bilbao, Donostia, Saragoza and Murcia. Before the end of August, they also played at Setúbal, Cascais, Óbidos, Portimão, Nazaré, Montemor-o-Velho, Tomar, Viseu, Viana do Castelo, Funchal (Madeira) and Ponta Delgada (Azores), before going to Ibiza
for a small showcase concert organised by EMI.
After this, they went on the road once more to play other brief showcase concerts in those countries where their record had been released: Spain, Belgium, Italy, Holland, Germany, France, Scandinavia and Belgium. At the beginning of October, they once again boarded a plane for their second concert season in Japan (Tokyo, Osaka, Nagoya, Sagamiomo and Sendai) where they were personally complimented on their music by the Emperor’s family.
They returned through Sweden (Stockholm), England (London, the South Bank Centre), Belgium (Gent, Neerpelt and Brussels), once again playing at Amsterdam and then embarking on a tour of Germany (Munich, Hamburg, Berlin, Stuttgart, Frankfurt), Greece and France, before returning to Lisbon to play a week of concerts before an ecstatic audience at the Belém Cultural Centre in December.
On the last night, Teresa Salgueiro and Madredeus finally began to reveal some of the songs from the “hidden album”, the soundtrack for the Wenders’ film, which was to be called “Ainda”.
In the week before Christmas, all of Madredeus’ albums were in the Top 20 of the charts of the Portuguese Gramophone Association, a feat that nobody had ever previously achieved in the history of the Portuguese record industry.
The group were desperately looking forward to a holiday and a period of well-earned rest.
1995
In January, Madredeus’ short holidays are interrupted by the arrival of Wim Wenders in Lisbon to film two videoclips with the songs “Céu da Mouraria” and “Alfama”.
For the first of these clips, the Lisbon Dance Company’s premises were used; for the second, an old Lisbon tram was used, travelling on its old route through Alfama.
Three days later, the group were again on the road, setting off for a new tour of Spain, where they played twenty concerts in February. Their holidays had, of course, been postponed.
In March, the “Ainda” album was released and the première was held of Wim Wenders’ “Lisbon Story”. Wenders also wrote some extremely touching notes for the album’s cover.
This same month, Madredeus played 19 concerts on the Portuguese mainland, culminating in the concerts at the
Coliseu in Porto on 31 March and 1 April.
In the second week of April, they travelled to the Azores, to take part in the filming of a documentary about the group, directed by the Dutchman Rob Rombout.
They returned to Portugal at the end of July and, during the month of August, played a series of open-air concerts at historical sites around the country, starting at the walls of Vila Nova de Cerveira and then playing successively at Praça João Franco in Guimarães, the Monastery of São Bento da Vitória in Porto, the Palace of Queluz, the Solar de Mateus at Vila Real, and the old riding arena at the Fortress of Almeida.
In September, they travelled to Brazil (from where they returned absolutely thrilled with their concert at the
Ibirapuera Park in São Paulo, with the orchestra and arrangements conducted by Jaques Morelenbaum, who
habitually works with Caetano Veloso) and they also made their first appearances in the United States (New York, Boston, San Francisco and Los Angeles). In October, they returned to Japan. Passing briefly through Lisbon, they gave a concert at the Tivoli Cinema on 2 November, during the launching of “Um Futuro Maior”, the book by Jorge P. Pires, which related the group’s biography.
Less than two weeks later they returned to Brazil. The accumulated exhaustion felt by the group was beginning to put a strain on the relationships between its members.
They arrived in Lisbon shortly before Christmas and immediately embarked on a period of holidays.
1996
The group reassembled at the beginning of January to discuss the re-negotiation of their contract with the record company.
Negotiations took place on an almost daily basis and lasted for a period of two months. In March, the group went back on the road once more, for a new season of concerts in Italy, Switzerland, Japan, Germany, and then in the United States.
On the morning when they were due to fly to the United States (after a day and a half in Lisbon), a weekly paper announced the break-up of the group – a piece of news that was immediately denied, that very morning, by the musicians themselves.
They returned to Portugal at the end of June, and some days later played at the Festival in Vilar de Mouros.
After the concert, the six musicians entered upon a sabbatical period, vaguely agreeing to meet again in September to work on the songs for their next album.
By the end of the year nothing had happened.
1997
Disagreements seemed to have set in between the members of the group and all the planning of the group’s activities was suspended.
In February, Pedro Ayres, Teresa Salgueiro, José Peixoto and Carlos Maria Trindade began rehearsals in a room
at the Belém Cultural Centre.
At the end of May, the four musicians moved to the Valentim de Carvalho Studios, at Paço de Arcos, in the suburbs of Lisbon, where they rehearsed their new songs. On 6 June, an agreement was signed which consummated their separation from Gabriel Gomes and Francisco Ribeiro.
A week later, the bass-player Fernando Júdice – a former member of the group Trovante and a companion of Pedro in the group Resistência, was invited to join Madredeus.
In the first days of July, the new line-up was informally presented to the press during a three-day period of open rehearsals at the Inatel Theatre, close to Lisbon and the beach at Costa da Caparica: in the first two days they played part of their new repertoire and then made themselves available to journalists for interviews. On the third day, they played the whole of their new repertoire.
After this, they travelled to Italy to do six full concerts with the new songs. Towards the end of July they travelled to Italy again to the Condulmer Recording Studios at Zorban di Mogliano, near Venice, where they spent the month of August recording “O Paraíso”.
By the 21st of August they were alreading playing at Pamplona, Spain. The new songs were first presented to the portuguese public with a free open air concert held in Évora on 18 September, near the ruins of an ancient roman temple dedicated to the goddess of hunting, Diana.
.
.
.
.
.
.
source: enzyklode

Madredeus ist eine Band aus Portugal. Gegründet wurde sie 1986. Heute ist Madredeus eine international bekannte portugiesische Gruppe. == Konzept == Der Stil von Madredeus hat seine Wurzeln in der traditionellen portugiesischen Musik. Die Lieder verkörpern portugiesische Mythen von poetischem Hel…
.
.
.
.
.
.
source: youtube

“Ao Longe o Mar” du documentaire : “Les Açores de Madredeus” de Rob Rombout – 2006.

Madredeus est un groupe portugais de musique, qui prend son origine dans le quartier localisé autour de l’église Madre de Deus, à l’est de l’Alfama de Lisbonne. Leur musique est un mélange de fado, de musique folk, classique et de musique populaire contemporaine (surtout brésilienne, notamment la bossa nova). D’après les propres mots de Pedro Ayres Magalhães : « le groupe a été créé pour mettre le portugais en musique, en ramenant la langue à son format musical, ceci par l’utilisation de nombreux substantifs et voyelles. Les chansons sont très courtes car à chaque mot correspond une certaine ambiance. C’est un monde de l’intuition. » (Les Açores de Madredeus).
.
.
.
.
.
.
source: zshareme

Madredeus (Мадредеуш) — снискавшая международную известность португальская музыкальная группа. Их музыка сочетает фаду с современной фолк-музыкой.
.
.
.
.
.
.
source: 100crossover

マドレデウス (Madredeus) は、1985年にポルトガル・リスボンで結成され活動中のバンド。ファドの影響を色濃く受けており、ファドバンドと目されることもあるが、その音楽性はファドの範疇に留まらず、特に近年においてはポルトガルの伝統音楽、ボサノヴァ、クラシック、ポピュラーミュージックなどの要素をミックスさせた楽曲を多く発表している。
ファーストアルバムとなる『マドレデウスの日々』(Os dias da Madredeus) は、当時彼らが練習で使っていた修道院の建物を使い、少数の関係者を前にしたライブ形式で録音された。
ポルトガル国内で高まる人気に応えて各地でコンサートを開いていたバンドは、1990年に2作目となるアルバム『海と旋律』(Existir) を発表する。収録曲「海と旋律」(“O Pastor”) が、ホンダ・アコードのCM曲に使用され、日本での知名度が高まった。