Doug Wheeler

Luz, volume, escala, desorientação, infinitude, ilusão e realidade: estes os vetores da arte da luz como praticada por Doug Wheeler no contexto de um movimento ao mesmo tempo minimalista nos materiais físicos da obra e maximalista quanto à amplitude de sensações provocadas. “Luz e espaço” é o título de uma tendência reunindo artistas em torno interessados na luz surgida na Califórnia nos anos 1960. Piloto de aviões, Doug Wheeler anotou as sensações estimulantes e desnorteantes do vôo; de modo análogo, suas obras “desestabilizam nosso sentido de equilíbrio e nos levam a mover-nos em compasso com a Terra na direção de um horizonte inalcançável”. Outro modo de dizer a mesma coisa é destacar que Doug Wheeler busca a experiência do sublime.

TROIKA

A soma de todas as possibilidades
A escultura suspensa se desdobra em um aparente processo infinito de metamorfose definido por relações matemáticas. Seu movimento lento e meditativo destaca a relação estreita e paradoxal entre o cálculo das probabilidades e o inesperado da experiência, entre o tempo e a percepção, o movimento e a finitude, a forma e o fluxo.