JEANINE JANNETJE

Despertar
Reawaken é uma escultura cinética com 55 braços robóticos, movidos por 55 servo motores. O abaixamento dos braços provoca uma impressão abstrata no papel. A tecnologia reflete a humanidade e vice-versa. Além de criar beleza, a tecnologia existe para atender às nossas necessidades. Nós, e nossas necessidades, evoluímos a um ponto em que estamos tão integrados que consumimos tecnologia no piloto automático. Vivemos em uma época de produção em massa em que nossos dispositivos diários cada vez mais se imitam. Um smartphone é um pequeno tablet, um tablet é um pequeno computador e um computador é uma pequena televisão. A questão do que isso faz com nossa imaginação, junto com o progresso tecnológico cada vez mais invisível, como algoritmos e inteligência artificial, foram meu ponto de partida para o Reawaken.

The Dark Side Of The Rainbow

Cinema
The Dark Side of the Rainbow (O Lado Sombrio do Arco Íris) nada mais é do que a exibição do filme O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939), feita de maneira simultânea ao álbum The Dark Side of the Moon, lançado em 1973 pelo Pink Floyd. Enquanto a exibição do filme vai rolando junto ao disco, acontece um verdadeiro festival de efeitos minuciosamente sincronizados, dando a impressão de que o álbum da banda inglesa foi totalmente gravado de acordo com o filme, o que segundo os músicos não passa de balela.

ADAM SCALES, PIERRE BERTHELIMEAU AND PAUL VAN DEN BERG

Reframe
Concebida pelos arquitetos holandeses Adam Scales, Pierre Berthelomeau e Paul van den Berg, a instalação Reframe fez parte da sétima edição do Festival de Arquitetura Viva, que aconteceu em Montpellier na França. A ilusão de ótica criada é a de uma perspectiva de aparência infinita, mas na verdade a distância máxima de um ponto a outro na obra criada por molduras brancas é menor do que três metros. A impressão acontece pois essas molduras são dispostas com recortes distintos e alinhados de uma maneira que faça o observador ter a impressão do infinito.

FRANÇOIS MORELLET

No End Neon
Os trabalhos de François Morellet são executados segundo um sistema: cada escolha é definida por um princípio previamente estabelecido. Com isso, ele quer dar a impressão de controlar a criação artística, deixando um elemento do acaso, que dá uma imagem imprevisível. Ele usa formas simples, um pequeno número de cores sólidas e composições elementares (justaposição, superposição, acaso, interferência, fragmentação). Assim, ele cria suas primeiras “molduras”, redes de linhas pretas paralelas sobrepostas em uma ordem determinada que cobrem toda a superfície das pinturas.
Esses sistemas são uma reminiscência das estruturas propostas por Oulipo (Ouvroir de Littérature Potentielle) e descritas por Raymond Queneau: “Qual é o propósito do nosso trabalho? Oferecer aos escritores novas “estruturas” de cunho matemático, ou ainda inventar novos processos artificiais ou mecânicos, contribuindo para a atividade literária “.
Posteriormente, François Morellet continuará a usar sistemas baseados em um universo matemático.