Hiroshi Ishiguro

Mindar
A revolução das máquinas já chegou para a religião – pelo menos no Japão. Um templo budista na cidade de Kyoto resolveu inovar suas práticas com o intuito de se aproximar das pessoas e instalou um robô por lá. Sua função? Declamar sermões aos fiéis. Com quase dois metros de altura, o robô Mindar tem uma voz feminina e foi feito em homenagem à divindade budista da misericórdia, Kannon. As mãos, o rosto e os ombros do corpo robótico são cobertos com silicone (que imitam a pele humana). E só. Todo o resto é composto por engrenagens metálicas expostas.

CHLOÉ MOGLIA

Perigos
Longe do espetáculo da disciplina, Chloé Moglia transformou o trapézio em uma experiência espacial de suspensão. Uma revolução que envolve a reinvenção perpétua dos aparelhos, mas não apaga a dificuldade técnica e física. Chloé Moglia parece ter uma relação ambígua com seu aparato original: o trapézio. Uma relação de amor e ódio transcendida pela questão da suspensão. Para Aléas, o aparelho tem a forma de uma longa corda de aço com trinta metros de comprimento. As três fases do Aleas foram criadas entre junho de 2013 e fevereiro de 2015: Aléa # 1 La Ligne com Chloé Moglia, Aléa # 2 Suspensives com cinco trapezistas e Aléa # 3 Tracé com Chloé Moglia novamente. Em jogo: a intensidade, a violência, a experiência física, os códigos e outros limites da arte da suspensão para um espectáculo tripartido que fala da nossa fragilidade, da nossa condição humana.