EDGARD DE SOUZA

Эдгар де Суза

source: artscienceworldlivejournal

кульптора-символиста зовут Эдгар де Суза или де Соуза (Edgard de Souza). Живет в Сан-Паоло, Бразилия. Самые известные скульптуры сделаны из лакированного дерева и бронзы. Насколько я понимаю (при переводе с португальского), с 2005 г. в Сан-Пауло в Instituto Inhotim (Бразилия) находится постоянная экспозиция 30 работ. Этот самый Inhotim является чем-то типа парка-музея под открытым небом, который создал Бернардо Пас, предприниматель и коллекционер произведений искусства. Он начал их собирать с конца 1960-х и продолжает делать по сей день. С 2006 г. парк открыт для посетителей. Находится на ферме Brumadinho, Минас-Жерайс, близ Белу-Оризонти.
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source: ex-tenso.blogspot

As mesas são elegantes quadrúpedes anímicos que por vezes copulam na galeria. A exposição apresenta também a série “Manchas falsas”: trabalhos bidimensionais que inventam padronagens artificiais em pele de vaca. Móveis e superfícies criam um mundo de erotismo meio animal, meio design. A série dos móveis resgata um tema do início da carreira do artista, no final da década de 1980. “As mesas eram então mais zoomórficas”, compara ele, “agora se tornaram mais simples”. A parte animal parece ter passado para a série que simula pelagens de vacas transgênicas ou geneticamente modificadas. Esse imaginário que passa pela pele e pelo corpo, cheio de erotismo, tem outro ponto seminal no design. As esculturas do artista podem remeter tanto a troncos e flancos como a objetos e móveis. As duas séries apresentadas nessa exposição realizam esse encontro de modo sedutor e intrigante. Na série das mesas, o mobiliário torna-se, literalmente, móvel; em “Manchas falsas”, o nu de outras obras torna-se, literalmente, epiderme, ou melhor, pelagem, com manchas acentuadamente gráficas.
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source: frieze

Over the last decade the Brazilian artist Edgard de Souza has produced a strong, refined and relatively small body of work. His highly seductive and painstakingly crafted sculptures could be associated with a certain finish-fetish aesthetic typical of the New York 80s generation (Koons, Bickerton, and Vaisman come to mind). Yet there is very little clinical irony visible in the distressing and silent eroticism of the work. Besides his oblique and quite particular treatments of a set of various bodily themes, there is something that distinguishes his work from his peers in the Northern hemisphere. One could very well assume that these perfectly finished works were carried out by a dextrous local craftsman; in fact, it is de Souza himself who spends months in his studio slowly sculpting them. In polishing and sanding down any visible expressive sign of the artist’s hands, his activity of sculpting bears a peculiar if not contradictory hand-made and Minimalist formal quality.
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source: carbonogaleria

O conjunto da obra de Edgard de Souza compõe-se de esculturas, objetos, fotografias, desenhos e pinturas, situando-o como um dos artistas mais importantes de sua geração. Entre suas exposições de destaque estão a 24ª Bienal de São Paulo, a retrospectiva na Pinacoteca do Estado de São Paulo e a individual no Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte. A obra integra, entre outras, a coleção do Instituto Inhotim e a do MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Edgard de Souza, em seu período de formação, estudou com Nelson Leirner, o que contribuiu para sua aproximação da arte conceitual nos anos 1980. Interessa-se principalmente por questões ligadas ao corpo e à sua representação. Em suas esculturas, é frequente a presença do corpo esculpido em bronze ou madeira, em obras figurativas ou transfigurações, como, por exemplo, troncos unidos sem cabeça. Assim, diversas questões da corporeidade humana atravessam a produção do artista, resultando em trabalhos que pensam o autorretrato e a organicidade, e onde se podem observar partes do corpo, secreções, pelos, pele.

Para o crítico Carlos Basualdo, “Edgard de Souza parece esforçar-se por arrancar, por meio do exercício plástico que constitui a realização destas esculturas, as qualidades do corpo da sua base material. Mas a corporalidade, enquanto molde virtual das possíveis permutações do corpo, não se deixa separar docilmente do seu continente habitual”.