JOAO LOUREIRO

Blue Jeans

JOAO LOUREIRO Blue Jeans

source: pipaorgbr

Mestre em Poéticas Visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP – em 2007 e Licenciado em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP – em 1995.

Fez mostras individuais como “Fim da Primeira Parte”, na Galeria Vermelho (São Paulo, 2011), Solo Project na VOLTA 6 (Basel, 2010), “Blue Jeans”, no Projeto Octógono de Arte Contemporânea da Pinacoteca do Estado (São Paulo, 2009), “Reaparição”, no Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2008) e “Passagem Secreta”, no Centro Universitário Maria Antônia (São Paulo, 2003).

Participou das exposições MAM na OCA: Arte Brasileira no Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, na OCA (São Paulo, 2006), Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (2005) e 20 Artistas – 20 Anos, no Centro Cultural São Paulo (2002).

Recebeu, em 2004, a Bolsa Vitae de Artes Visuais, com a qual realizou a exposição “Projeto para a Ocupação de uma Casa”, em 2007, foi premiado no Edital Arte e Patrimônio – IPHAN/MINC/Petrobras, realizando a instalação permanente “JAZ”, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul e, em 2010, venceu o Cultura Inglesa Festival com a instalação “Tim Scott, William Tucker e Phillip King, por João Loureiro”, exposta no Centro Britânico Brasileiro (São Paulo, 2010) .

Tem obras nos acervos do Museu de Arte Moderna de São Paulo, da Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte Contemporânea de Santo André.
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source: pipaprize

João Eduardo Loureiro, born in 1972, has Masters in Visual Poetics from the School of Communications and Arts of Universidade de São Paulo – ECA/USP – in 2007 and Degree in Fine Arts from Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP – in 1995.

He has been doing solo shows such as “Blue Jeans”, in the Projeto Octógono de Arte Contemporânea of Pinacoteca do Estado (São Paulo, 2009), “Reaparição”, in Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2008) and “Passagem Secreta”, in Centro Universitário Maria Antônia (São Paulo, 2003).

He took part in group shows such as MAM at OCA: Brazilian Art in the Collection of the São Paulo Museum of Modern Art at OCA (São Paulo, 2006), Panorama of Brazilian Art, in the São Paulo Museum of Modern Art (2005) and 20 Artists – 20 Years, in Centro Cultural São Paulo (2002).

He received, in 2004, the Vitae Scholarship of Visual Arts, with which he organized the “Projeto para a Ocupação de uma Casa” ( Project for a House Occupation) and, in 2007, he was awarded on the Edital Arte e Patrimônio – IPHAN/MINC/Petrobras, building the
permanent installation “JAZ”, in São Miguel das Missões, in Rio Grande do Sul.

His works are in the collections of Museu de Arte Moderna de São Paulo, da Pinacoteca do Estado de São Paulo and in the Museu de Arte Contemporânea de Santo André.
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source: mariantoniaprceuuspbr
Quem conhece a produção de João Loureiro talvez tenha dificuldade para imaginar que o artista, que utiliza tantos materiais distintos e inusitados em suas obras, já tenha cogitado trabalhar fazendo pinturas. Contudo, no decorrer da graduação em artes plásticas, em São Paulo, sua carreira foi tomando outro rumo e se tornando mais desvinculada da materialidade, para se tornar algo que hoje se distancia da concepção idealizada que possuía sobre arte. A guinada foi tão signficativa que as poucas pinturas sobreviventes dessa época estão sendo destruídas, pouco a pouco, pelo artista. “Eu pensava que faria pintura. Na faculdade fui tomando consciência do que é possível fazer em termos de articulação do trabalho, do que era arte contemporânea de fato, não a ideia construída que eu tinha”.

Essas primeiras pinturas de João Loureiro deram espaço a obras como Passagem secreta, instalação feita de madeira e fórmica, realizada para o Centro Universitário Maria Antonia em 2003; Blue jeans, uma escultura em forma de uma baleia exposta no octógono da Pinacoteca do Estado de São Paulo em 2009, feita em tamanho real com isopor e fibra de vidro, revestida por jeans; ou Escala de Cinzas, obra que consiste na produção de sorvetes em seis tons de cinza, que foram servidos em casquinhas pretas e comercializados na Galeria Vermelho em 2013.

João explica que geralmente parte de ideias que surgem como imagens, cujo conceito se desdobra ao longo do desenvolvimento das obras. Esse processo é documentado na forma de desenhos, anotações ou qualquer outro recurso que o artista considere adequado. Na ocasião da entrevista, inclusive, ele mostrou um caderno em que registrou, por meio de esboços, as etapas do andamento do trabalho.

Primeira parte do fim, sua nova exposição realizada no Maria Antonia, consiste em uma instalação composta por uma grande mesa, sobre a qual se vê blocos de dimensões variáveis (que juntos formam a imagem de um bolo) e, a seu redor, cadeiras espalhadas.

João concebeu essa instalação, elaborada especialmente para o espaço em que será exibida, com base em um trabalho anterior que envolvia garrafas térmicas, xícaras e outros objetos relacionados à temática do café. O interesse do artista por esse tema foi despertado pela percepção de que, muitos dos objetos relacionados ao café possuem a mesma cor que a bebida, algo que foi identificado por ele como uma “relação de contaminação” entre o conteúdo e seu recipiente.

A concepção do que veio a ser Primeira parte do fim também foi sendo desenvolvida a partir das várias visitas que realizou ao espaço expositivo. O artista foi articulando diversas características e elementos da sala de exposição, como a presença do balcão em que ficam os seguranças e a garrafa térmica que possuem.

Todos os componentes da obra são feitos de aglomerado de madeira (MDF) e revestidos com tinta látex, que confere um acabamento fosco ao trabalho. Sobre essa escolha, João explica que o fato de a tinta não ter brilho colabora com o que ele caracteriza como um “descolamento da realidade”, ou seja, faz com que o trabalho tenha um caráter mais narrativo do que propriamente de apropriação do real.