Ricardo Barreto and Maria Hsu Rocha

Martela

Ricardo Barreto and Maria Hsu Rocha

source: highlike

Work: Martela is a tactile robot comprised of 27 engines. Each engine is matched to a tactile unit that allows touching the body with various intensities, combinations, directions and rhythm, following a Composition. There is a notation for the composition that allows the repeated execution of the piece . One can play it on live through a keyboard. An automated mode is also possible through direct recording in the computer of the tactile machine, in playback files. Martela is a Tactila instrument, a new form of art form whose medium is “tact-touch”. Pleasant or conflicting situations are created as the device touches the user’s body.
Photographer: Maria Hsu
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source: tendereblogspot
Os artistas Ricardo Barreto & Maria Hsu com a obra Martela, um mecanismo robótico que propõe uma forma de arte cujo meio é o “tato-toque”. O tato é um sentido independente dos demais e possui uma inteligência, uma imaginação e memória próprias; uma percepção e sensação que lhes são exclusivas. É sabido, por todos, da hegemonia nas artes, bem como em outras disciplinas, da visão e da sonoridade. A Tactila é uma forma de arte que se dá no tempo e, portanto, pode ser gravada e possuir diversas formas de notação para posteriores execuções. Por esta razão, o seu desenvolvimento se tornou possível somente agora, com o modo mecatrônico e mecânico digital (robótica), compatíveis com as linguagens de máquina.
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source: revistaogritone10uol
O ser humano tem como sentido mais desenvolvido, a visão. E a arte, por um longo período, explorou em peso a visualidade. Ainda que determinados movimentos artísticos tenham feito uso de texturas e do apelo tátil – e, sem dúvida, possibilitaram um diálogo e reflexão -, o público sempre permaneceu numa condição de distanciamento da obra de arte. Na onda do interativo, do acessível, o artista que trabalha com novas mídias desenvolve projetos sensíveis, capazes de explorar as potencialidades do corpo quase que em “360º”. Visão, audição, tato, paladar, olfato. Pensar o corpo como componente da obra, ou ainda, como objeto sensível a tantos estímulos. A obra Martela, desenvolvida pelos artistas Maria Hsu e Ricardo Barreto, segue por esse caminho: trata-se de um dispositivo – similar a uma cama – composto por 27 unidades táteis – cubos/robôs que se movimentam de diferentes formas.
O interator se deita sobre a obra e sente seu corpo ser tocado e movimentado por essas unidades, controladas por um aparelho similar a “um teclado”. Desta forma, são criadas “partituras” de composições táteis (uma analogia a música, no entanto, explorando a sensibilidade tátil do corpo humano). As reações do público são diversas: alguns acham relaxante, outros sentem desconforto, há ainda, os que sentem medo – de cair, de choques, dos movimentos etc. De uma forma ou de outra, a obra permite uma nova percepção dos movimentos corporais, viabilizando posições impossíveis de serem realizadas naturalmente pela anatomia humana. Para os curiosos e interessados a obra fica exposta até 1º de setembro no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1313).
Logo, observa-se uma transformação no diálogo do público com a obra de arte e o artista. E em especial, a relação de arte<>corpo, que redescobre as potencialidades dos movimentos, das ações e reações, das paisagens invisíveis ao redor dos corpos, usando-o como instrumento essencial da arte. Como explana a autora francesa Anne Cauquelin, referência em diversos livros sobre Arte Contemporânea: “O mundo aberto pela obra ultrapassa o domínio próprio da obra e se projeta “além’. Essa simples constatação permite vislumbrar que decerto não haveria um único e apropriado “mundo aberto pela arte”, e sim uma pluralidade de mundos sobrepostos e emaranhados.”
A partir do momento em que o público se torna componente da obra pela ação de seu corpo, os diversos pontos de vista, as mais variadas experiências e interpretações se constroem, gerando possíveis realidades a cada nova interatividade.
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source: fileorgbr
Abstract:
A Tactila é uma forma de arte cujo meio é o “tato-toque”. O tato é um sentido independente dos demais e possui uma inteligência, uma imaginação e memória próprias; uma percepção e sensação que lhes são exclusivas. É sabido, por todos, da hegemonia nas artes, bem como em outras disciplinas, da visão e da sonoridade. A Tactila é uma forma de arte que se dá no tempo e, portanto, pode ser gravada e possuir diversas formas de notação para posteriores execuções. Por esta razão, o seu desenvolvimento se tornou possível somente agora, com o modo mecatrônico e mecânico digital (robótica), compatíveis com as linguagens de máquina.
A criação das obras tactilais se dá através da composição, composição esta que pode ser feita através da notação manual e executada através de um teclado ou executada diretamente do computador da maquina-tátil (robô).
As máquinas-táteis podem envolver inúmeras possibilidades táteis através de pontos, vetores e texturas com ritmos e intensidades variáveis, e serem executadas sobre extensões e localizações variáveis de nosso corpo.
A primeira máquina tátil se chama “Martela’, um robô tátil formado por 27 motores subdivididos por três quadrados (3×3), ou seja, cada quadrado possui 9 motores. Cada motor corresponde a um ponto em matriz e temos assim 27 unidades táteis que possibilitam tocar com várias intensidades o corpo do usuário.
Os pontos, vetores e texturas, cada um destes, em diversos ritmos, correspondem a movimentos dos toques no corpo que podem ser singulares ou múltiplos e em diferentes direções, podendo criar situações agradáveis ou de conflito. A composição envolve relações sensoriais que serão interpretadas posteriormente pela sensibilidade do usuário, fruição esta que, como em todas as formas de arte, aprimora-se com a experiência e a pesquisa.
Biography:
Maria Hsu tem se dedicado às Artes Visuais a partir de 2000, utilizando diversas mídias como pintura, fotografia e arte digital, após exercer a medicina por muitos anos. Apresentou diversos trabalhos de arte digital como TransEstruturas, Charles in London, Nietzsche – o Primeiro Avator e feelMe em co-autoria com Ricardo Barreto.
Ricardo Barreto é artista e filósofo. Atuante no universo cultural trabalha com performances, instalações e vídeos e se dedica ao mundo digital desde a década de 90. Participou de exposições nacionais e internacionais tais como: XXV Bienal de São Paulo em 2002, Institute of Contemporary Arts (ICA) London – Web 3D Art 2002, entre outras. Apresentou as instalações digitais Charles in London, Nietzsche – o Primeiro Avator e feelMe em co-autoria com Maria Hsu. Concebeu e organiza juntamente com Paula Perissinotto o FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica.
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source: fileorgbr
Abstract:
Tactila is an art form whose medium is the sense of touch which is independent from the all the other ones and has its own intelligence, imagination, memory, perception, and sensation. It is well known that vision and sound have hegemony in arts and in other disciplines. Tactila takes place in time and, therefore, can be recorded and have various forms of notation for subsequent executions. That is why its development became possible only now, thanks to mechatronic and robotic systems which are compatible with machine languages.
The creation of tactile works involves a composition, which can be made through handmade notation and played on a keyboard or directly on the computer of the tactile machine (robot).
Tactile machines can present numerous tactile possibilities through points, vectors, and textures with varying rhythms and intensities, and be run in different extensions and locations of our body.
The first tactile machine is called “Martela”. It is a tactile robot comprised of 27 engines subdivided into three squares (3 x 3), i.e., each square has 9 engines. Each engine corresponds to a matrix point, so we have 27 tactile units that allow to touch the user’s body with various intensities.
Points, vectors, and textures, each one of them in different rhythms, correspond to movements of the touches on the body which can be single or multiple and in different directions, what may create agreeable or conflicting situations. The composition involves sensory relations that will be interpreted later by the user’s sensibility, and this fruition, as in all forms of art, improves with further experience and research.
Biography:
Maria Hsu has dedicated herself to visual arts using several mediums: painting, photo and digital art, starting from 2000, after she had practice as a medical doctor. She presented several digital artworks such as TransEstruturas, Charles in London, Nietzsche – the First Avator and feelMe in co-authorship with Ricardo Barreto.
Ricardo Barreto is both an artist and a philosopher. Active in the cultural scene, he works with performances, installations and videos. He has been dedicated to digitalization since the nineties. He has also taken part in several national and international exhibitions such as: XXV Biennial of São Paulo in 2002; Institute of Contemporary Arts (ICA) London – Web 3D Art 2002, among others. He presented the digital installations Charles in London, Nietzsche – the First Avator and feelMe in co-authorship with Maria Hsu. He also conceived and organizes together with Paula Perissinotto the FILE – Electronic Language International Festival.