CAJSA VON ZEIPEL

Seconds in ecstasy

source: cajsavonzeipel

Cajsa von Zeipel works in a large-scale format with explicit references to fashion as well as to the masters of the Renaissance. She models her over-dimensioned sculptures in Styrofoam and the final form is covered by a layer of plaster. On the eastern platform of the Sculpture Gallery, Cajsa von Zeipel´s six meter tall dancer has been given her stage, where she rotates slowly around her pole, caught in an eternal loop. There is nothing graceful in von Zeipel´s depiction. Rather the woman has a passive aggressive expression, lending her an appearance of total control. Traditional power structures are broken down and the hierarchies between object and viewer are dislocated.

Cajsa von Zeipel arbetar i ett storskaligt format och med tydliga referenser till såväl mode som renässansens mästare. Hon modellerar fram sina överdimensionerade skulpturer i frigolit och den slutgiltiga formen täcks med ett lager av gips. På skulpturhallens östra platå har Cajsa von Zeipels sex meter höga danserska fått sitt scenrum, där hon sakta roterar runt sin stång, fast i en evig loop. Det finns inget behagfullt över von Zeipels skildring. Kvinnan har snarare ett passivt aggressivt uttryck som ger sken av total kontroll. De traditionella maktstrukturerna bryts ner och hierarkierna mellan objekt och betraktare förskjuts.
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source: andrehn-schiptjenko

Cajsa von Zeipel, born 1983, graduated from the Royal Art Academy in Stockholm 2010.
 She has earned critical acclaim and public attention through a number of sculptures in monumental formats such as Pretty Vacant at MOOD in Stockholm and Seconds of Ecstasy, an 8-meter high sculpture from her degree show, now in the collections of the Gothenburg Art Museum. Her work is also currently on view in the Borås International Sculpture Biennale.
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source: ideafixa

O trabalho de Cajsa Von Zeipel decorre de pensamentos sobre o narcisismo e a cultura da juventude; coisas como a cultura pró-ana [anorexia nervosa]. Seu trabalho relaciona-se com os fortes desejos de realizar o ‘auto’, não importa a que custo. Particularmente, sinto falta de cores; mas ela dá uma boa justificativa pra ser tudo branco. Sueca, nascida em Gothenburg, mudou-se para Estocolmo e estudou mestrado no Instituto Real de Arte. Mas foi só no último ano de aula que decidiu esculpir. O nome da exposição vem de um álbum electro que escutou muito enquanto esculpia: “Lento Violento” (Gigi D’Agostino). Quando pesquisei sobre, encontrei uma entrevista que ela deu para o Discovery, onde explica algumas coisas rápidas sobre o embasamento da exposição (a tradução é livre): “Desde a minha primeira escultura, sempre trabalhei com uma espécie de personagem, jovem, que frequentemente interage com outras mulheres jovens. Se eu colocasse um homem nas cenas de sexo que eu fiz, então não seria um jogo de poder, porque tudo vai depender dele – e para mim isso é muito interessante -, mas desde que eu tenho trabalhado com isso (alguns anos), se torna mais difícil, a nível pessoal, trabalhar com os homens. Então, eu tenho dois nesta exposição, mas eles são os sexualmente frustrados, os periféricos que não podem ser parte da cena real. Em vez disso, coloquei homens muito alienados, tendo um momento em que agem sobre desejos sexuais por si mesmos. 31.10.2013 / EM CRÍTICA CULTURA
O trabalho de Cajsa Von Zeipel decorre de pensamentos sobre o narcisismo e a cultura da juventude; coisas como a cultura pró-ana [anorexia nervosa]. Seu trabalho relaciona-se com os fortes desejos de realizar o ‘auto’, não importa a que custo. Particularmente, sinto falta de cores; mas ela dá uma boa justificativa pra ser tudo branco.
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Sueca, nascida em Gothenburg, mudou-se para Estocolmo e estudou mestrado no Instituto Real de Arte. Mas foi só no último ano de aula que decidiu esculpir. O nome da exposição vem de um álbum electro que escutou muito enquanto esculpia: “Lento Violento” (Gigi D’Agostino). Quando pesquisei sobre, encontrei uma entrevista que ela deu para o Discovery, onde explica algumas coisas rápidas sobre o embasamento da exposição (a tradução é livre):

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“Desde a minha primeira escultura, sempre trabalhei com uma espécie de personagem, jovem, que frequentemente interage com outras mulheres jovens. Se eu colocasse um homem nas cenas de sexo que eu fiz, então não seria um jogo de poder, porque tudo vai depender dele – e para mim isso é muito interessante -, mas desde que eu tenho trabalhado com isso (alguns anos), se torna mais difícil, a nível pessoal, trabalhar com os homens. Então, eu tenho dois nesta exposição, mas eles são os sexualmente frustrados, os periféricos que não podem ser parte da cena real. Em vez disso, coloquei homens muito alienados, tendo um momento em que agem sobre desejos sexuais por si mesmos.”

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“Tento me posicionar de alguma forma longe da forma clássica de fazer esculturas. Trabalho em sentido figurado, mas acho que é bastante interessante para tentar obter o objeto a ser construído com a mente, que você vê além desse simples estudo do objeto em 360 graus […] Uma escultura, “King”, retrata uma jovem mulher semi-nua, ela se levanta e se olha no espelho. Ela não está particularmente interessada em você, como seu voyeur; ela mantém o auto-foco. Enquanto o espectador – depois de olhar para ela no espelho – se vê em comparação com a escultura, e os espelhos tornam consciente de que a porra de um idiota – que é você – está assistindo ela. De alguma forma, há uma multidão construída na exposição, imagino eu […] e você é forçado a encarar a si mesmo quando está andando por aí.”

sinopse da exposição explica que “Cajsa von Zeipel permite que seu material – o gesso branco – torne-se uma greve contra a verdade supostamente eterna, esculpida em mármore branco: o contexto da história da arte e os seus monumentos, tradicionalmente retratando heróis masculinos em escala gigante”. E também informa que as esculturas de von Zeipel podem ser vistas como uma espécie de declarações subversivas; uma conversa sobre poder, gênero e identidade na esfera pública.