RAFAEL LOZANO HEMMER

Рафаэль Лозано-Хеммер
拉斐尔·洛萨诺 – 亨默
ラファエル·ロサノ=ヘメル
라파엘 로자노
רפאל לוזאנו, המר

Flatsun

source: lozano-hemmer

A circular display that simulates the turbulence at the surface of the Sun using mathematical equations. The piece reacts to the presence of the public by varying the speed and type of animation displayed. If no one is in front of the piece the turbulence slows down and eventually turns off. As the built-in camera detects people more solar flares are generated and the fake Sun shows more perturbation and activity. At 140 cm diameter, Flatsun is exactly a billion times smaller than the real Sun. The piece consists of custom-made panels with 60,000 red and yellow LED lights, a computer with 8 processing cores, a camera with a pinhole lens and a mechanically engineered aluminium, steel and glass structure that pivots for maintenance. A single knob lets the collector set the brightness of the piece and turn it on and off.
.
.
.
.
.
.
source: lozano-hemmer

Rafael Lozano-Hemmer was born in Mexico City in 1967. In 1989 he received a B.Sc. in Physical Chemistry from Concordia University in Montréal, Canada.

Electronic artist, develops interactive installations that are at the intersection of architecture and performance art. His main interest is in creating platforms for public participation, by perverting technologies such as robotics, computerized surveillance or telematic networks. Inspired by phantasmagoria, carnival and animatronics, his light and shadow works are “antimonuments for alien agency”.

His large-scale interactive installations have been commissioned for events such as the Millennium Celebrations in Mexico City (1999), the Cultural Capital of Europe in Rotterdam (2001), the UN World Summit of Cities in Lyon (2003), the opening of the YCAM Center in Japan (2003), the Expansion of the European Union in Dublin (2004), the memorial for the Tlatelolco Student Massacre in Mexico City (2008), the 50th Anniversary of the Guggenheim Museum in New York (2009) and the Winter Olympics in Vancouver (2010).

Recently the subject of solo exhibitions at the San Francisco Museum of Modern Art, the Fundación Telefónica in Buenos Aires and the Museum of Contemporary Art in Sydney, he was the first artist to officially represent Mexico at the Venice Biennale with a solo exhibition at Palazzo Soranzo Van Axel in 2007. He has also shown at Art Biennials and Triennials in Havana, Istanbul, Liverpool, Montréal, Moscow, New Orleans, Panama, Seville, Seoul, Shanghai, Singapore and Sydney. Collections holding his work include the MoMA in New York, Tate in London, AGO in Toronto, CIFO in Miami, Jumex in Mexico City, DAROS in Zurich, Borusan Contemporary in Istanbul, MUAC in Mexico City, 21st Century Museum of Art in Kanazawa, MAG in Manchester, MUSAC in Leon, MONA in Hobart, ZKM in Karlsruhe, MAC in Montréal and SAM in Singapore, among others.

He has received two BAFTA British Academy Awards for Interactive Art in London, a Golden Nica at the Prix Ars Electronica in Austria, “Artist of the year” Rave Award from Wired Magazine, a Rockefeller fellowship, the Trophée des Lumières in Lyon and an International Bauhaus Award in Dessau. He has lectured at Goldsmiths college, the Bartlett school, Princeton, Harvard, UC Berkeley, Cooper Union, USC, MIT MediaLab, Guggenheim Museum, LA MOCA, Netherlands Architecture Institute, Cornell, UPenn, SCAD, Danish Architecture Cente, CCA in Montreal, ICA in London and the Art Institute of Chicago.
.
.
.
.
.
.
.
.
source: comunicacaoeartes20122wordpress

Nascido em 1967 na Cidade do México, Rafael Lozano-Hemmer é bacharel em físico-química pela Universidade de Concordia em Montreal, Canadá. Filho de empresário, Rafael mudou-se para o Canadá em 1989 empenhado em se formar inicialmente trabalhando em um laboratório de reconhecimento molecular em Montreal, posteriormente publicando pesquisas em diferentes meios acadêmicos voltados para a química. Porém, incapaz de resistir as atividades criativas, Lozano-Hemmer contribui para o que hoje é chamado de “Arte Computacional”. Seu trabalho é considerado uma “Arte Interativa”, uma verdadeira performance da arte, unindo tecnologia e cálculos.

Usando ideias vindas da arquitetura, Lozano-Hemmer constrói suas exposições embasado em diferentes elementos eletrônicos tais como: robótica, projeção de filmes, sons ambiente etc. Tudo isso agregado a gráficos de computadores que interagem com o público em tempo real utilizando a internet como um canal que liga vídeos e os sensores ultrassônicos, dando mais liberdade, interatividade e originalidade a estética artística. Entende-se como “Arte Computacional” ou “ Arte Tecnológica” aquela que busca desenvolver métodos e técnicas computacionais em uma perspectiva estética. Na arte computacional, originária da década de 60, foca em duas grande tendências: iniciando pelo interesse artístico no processo de criação da arte, sendo ele mais importante do que o conceito final, e a participação do espectador na composição da obra de arte.

Com uma estética ancorada em conceitos geométricos, as obras computacionais usam imagens realistas para apresentar o que desejam, antes havendo dificuldade em forjar imagens reais, por conta dos poucos recursos tecnológicos da época. Hoje, isso já não representa problemas, auxiliados por câmeras, impressoras, projetores, computadores. Os Artistas eletrônicos só precisam de muita inspiração e algoritmos. Assim como Lozano-Hemmer, em seus projetos como: Articulated Intersect, onde uma instalação em larga escala produz interatividade utilizando canhões de luz, podendo ser modificado pelo público que utiliza seis controles de níveis fixados no chão e o interessante Flatsun, onde uma display circular simula as explosões solares usando equações matemáticas.

Ao questionarmos o que é a arte, nos deparamos com um mar de concepções, afinal a necessidade humana de expressar suas emoções está tão presente em todos nós, desde que a humanidade entende-se por humanidade, nossas histórias, culturas e valores estéticos fazem parte dessa gama infinita chamada arte. Encontraremos harmonia, beleza, equilíbrio, todos adjetivos bem subjetivos, pois, a arte mexe com o sentimento, sendo o tal composto especialmente por subjetividade. Vinda do latim ars, – significando técnica e/ou habilidade – a arte é a técnica de manifestar-se em caráter estético, aquela que mexe com um “padrão” ou comunicativa, onde trabalha com percepção, seja de emoções ou ideias. Por isso, a medida que caminhemos rumo ao futuro, a arte nos seguirá pronta para demonstrar o que queremos expressar.

Análise das Obras:

Sendo a mais conhecida dentre muitas obras idealizadas, projetadas e executadas por Lozano-Hemmer, a Articulated Intersect valida-se por conceber o ideária eletrônico, ao usar o céu como uma grande tela.A projeção estrutural arquetetônica ensere-se na concepção da obra, quando se trata da disposição dos canhões de luz estratégicamente alocados no intuito de formação de tetraedos no céu de Montreal. Podendo chegar em até 15 ( quinze) quilômetros de distância, a engenharia utilizada faz com que os feixes de luz, ao se encontrarem, tornem-se estáticos formando uma animação posteriormente. Articulated Intersect agrega influências na “Escultura articulada” da famosa escultora brasileira contemporânea Lygia Clark.

Flatsun, ou “gases solares” em tradução livre, denota exatamente a ideia de algoritmos, ao ter um tamanho exatamente 1 bilhão de vezes menor que o sol (140cm de diametro). Nelas, as explosões solares variam de acordo com a quantidade de visitantes (detectados por cameras) que se defrontam com a tela circular, nada convencional, já que usa uma fórmula matemática que define a quantidade e intensidade das explosões.