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Marcel·lí Antúnez Roca

Metamembrana

 

A projeção representa uma paisagem em que num único panorama somam-se quatro projeções na horizontal em uma proporção de 16/3. Inspirado nos retábulos dos mestres flamengos Hyeronimus Bosch e Pieter Bruegel, a paisagem reproduz colinas, cidades, céus, mares e uma grande quantidade de situações protagonizadas por diferentes personagens. Não se trata de uma situação estática como daquelas pinturas, mas sim de uma colagem animada e variável vinculando o comportamento interativo das interfaces. A projeção dispõe de diferentes estados ou camadas, até sete, que resultam em uma grande diversidade interativa. As interfaces ou dispositivos sensíveis são ativados pelos espectadores que se convertem em usuários da instalação tanto no âmbito local como no resto das cidades. A interação também se produz por outros parâmetros, como o clima ou certos comportamentos sociais. Metamembrana tem uma clara vontade de estabelecer elementos de identificação com o espectador para fazê-lo participar da obra. Estão previstas três estratégias para consegui-lo: a primeira, previamente, mediante a produção de conteúdos in situ, em cada uma das cidades, com entidades e elementos próprios do lugar. A segunda, durante a exposição inserindo imagens dinâmicas como, por exemplo, câmeras conectadas a vários pontos da cidade ou capturas das faces de alguns espectadores. E a terceira, de maneira pontual, produzindo elementos ao vivo em cada uma das cidades que se retransmitem pela rede durante o período de exibição da peça.

FILE SÃO PAULO 2025: SYNTHETIKA – Clarissa Ribeiro; Rewa Wright; Jill Scott; Leona Machado

P5.js na Visualização de Dados em Performance: A Tecnoética da Inclusão e do Pertencimento

Clarissa Ribeiro; Rewa Wright; Jill Scott; Leona Machado

FILE São Paulo 2025 | Workshop
Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

 

P5.js na Visualização de Dados em Performance: A Tecnoética da Inclusão e do Pertencimento – Brasil

O FEMnomenal Art Collective oferece uma oficina performativa que explora o ecofeminismo e a desconstrução da divisão entre humano e não-humano — dicotomia central da modernidade colonial. Por meio de atividades colaborativas, visualização performativa de dados e performances interativas, a oficina aborda empoderamento feminino, ideologias alternativas de crescimento e estéticas tecnoéticas. As participantes criam visuais generativos e realizam atos simbólicos que promovem diálogos sobre cuidado, equidade e transformação.

BIO

O coletivo é formado pelas artistas e pesquisadoras Dra. Jill Scott, Dra. Clarissa Ribeiro e Dra. Rewa Wright. Juntas, exploram interseções entre arte, ciência e justiça social por meio de práticas criativas que desafiam fronteiras convencionais.

FILE SÃO PAULO 2025: SYNTHETIKA – Flavia Mazzanti

Beyond My Skin

Flavia Mazzanti

FILE SÃO PAULO 2025: SYNTHETIKA – Arte e Tecnologia – Workshop
Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

 

Beyond My Skin – Brasil

Beyond My Skin é um projeto interdisciplinar apresentado na forma de instalação interativa, performance híbrida e experiência em realidade mista (MR), que explora a relação híbrida entre corpos humanos e suas representações digitais por meio do uso experimental de diferentes tecnologias e mídias imersivas. O projeto já foi exibido em diversos espaços, como o Deep Space 8K do Ars Electronica Center (Linz, Áustria).

BIO

Flavia Mazzanti é uma artista multimídia que vive e trabalha entre Viena e São Paulo. Sua obra explora conceitos artístico-filosóficos relacionados a pós-antropocentrismo, entrelaçamento, corpo e identidade, com o interesse de oferecer perspectivas alternativas sobre nós mesmos e nosso entorno. Seus trabalhos têm sido exibidos internacionalmente, incluindo em países como Áustria, Suíça, Alemanha e Japão.

FILE SÃO PAULO 2025: SYNTHETIKA – Ultravioletto

Mycelium — Natural Intelligence

Ultravioletto

FILE SÃO PAULO 2025: SYNTHETIKA – Arte e Tecnologia
Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

 

Mycelium — Natural Intelligence – Itália

A inteligência é frequentemente vista como aquilo que distingue os seres humanos, com a tecnologia como seu produto. Essa visão antropocêntrica exclui grande parte do mundo natural da ideia de progresso. E se a inteligência for um processo distribuído, resolvendo problemas por meio de conexões? Fungos otimizam redes de alimentação e comunicação pelo micélio, oferecendo um modelo para repensarmos nossa relação com a natureza e as cidades. Ultravioletto explora esse conceito em um vídeo gerado por algoritmos.

BIO

Ultravioletto é um estúdio criativo especializado em fundir arte e design com tecnologias interativas. Com uma abordagem não convencional, o estúdio integra novas mídias em projetos de pesquisa inovadores, contando com designers, programadores, artistas 3D e produtores.

FILE SÃO PAULO 2025: SYNTHETIKA – Silvia Ruzanka

Plant Growth Dreams

Silvia Ruzanka

FILE SÃO PAULO 2025: SYNTHETIKA – Arte e Tecnologia
Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

 

Plant Growth Dreams – Estados Unidos

Plant-being (ser-planta) é um estado de crescimento perpétuo de estender-se para baixo e para fora, atravessando fronteiras. A computação especulativa inspirada no pensamento vegetal envolve extensão e mistura, operando não por limites rígidos como os portões da lógica, mas por continuidades. A animação usa time-lapse e redes de difusão treinadas com plantas e eletrônicos, formando um sonho especulativo de híbridos vegetal-eletrônicos.

BIO

Silvia Ruzanka é artista e filósofa, atuando com animação, realidade virtual, instalações interativas e jogos experimentais. Seu trabalho foi exibido em festivais, galerias e museus internacionais. É professora assistente no Departamento de Artes e no programa de Artes de Jogos e Simulação do Rensselaer Polytechnic Institute, em Troy, Nova York.

YING YU

Morfologias do Ar
Os humanos, como seres sociais, usam a linguagem para se comunicar. A voz humana, como um mecanismo de autenticação biométrica, é constantemente usada em aplicações da vida diária, como reconhecimento de voz, verificação de alto-falante e assim por diante. Atualmente, as comunicações baseadas em idioma se enquadram principalmente em duas categorias: voz sobre o ar e voz sobre o protocolo da Internet. Podemos adicionar uma nova dimensão para a comunicação de voz, como um material vestível? Se sim, como poderíamos moldar a matéria a fim de fisicalizar as informações vocais? Morfologias do Ar é uma instalação interativa que usa materiais suaves, como silício, tecido e ar, para realizar essas fisicalizações. A voz humana controla a atuação de uma estrutura macia vestível, mudando a aparência do corpo humano.

FABIO ANTINORI AND ALICJA PYTLEWSKA

Contornos
O laboratório criativo baseado em Londres Bare Conductive foi convidado a se juntar aos designers Fabio Antinori e Alicja Pytlewska para desenvolver uma metáfora em grande escala para a ideia de dar vida a uma coleção de peles têxteis responsivas. ‘Contours’ está no centro da instalação de tapeçaria interativa; uma série de sensores capacitivos são aplicados aos substratos de tecido suspensos usando tinta condutora. Esses sensores reagem à presença de uma pessoa nas proximidades e rastreiam seus movimentos, emitindo uma paisagem sonora ambiente constantemente modulada que lembra os ambientes de pesquisa médica. A ornamentação geométrica abstrata conecta os sensores individuais das tapeçarias para formar painéis gigantes, servindo como um loop de feedback acústico que alude à relação entre a ciência e o corpo.

Scandinavian Design Group, Abida, Intek & Ctrl+N

Breaking the Surface
Ondas de luzes douradas parecem brilhar e flutuar no teto de “Breaking the Surface”, uma instalação interativa concebida por Scandinavian Design Group, ctrl+n, Abida, Pivot Product Design e Intek. A escultura cinética é composta por uma série de tubos de acrílico que se estendem pelo chão de uma matriz mecânica de dois pavimentos, movendo-se graciosamente para cima e para baixo da superfície de modo a evocar imagens da geografia submarina. Saiba mais sobre a instalação a seguir.

HWANG KIM

Simulador de Doppelganger Virtual
Esta é uma instalação interativa que pode refletir o dublê virtual do visualizador. Você pode olhar objetivamente para si mesmo do ponto de vista de uma terceira pessoa. Esta máquina tem cerca de 12 CCTVs circundando e pendurados perto do rosto do visualizador e a experiência do visualizador de engenharia para mostrar sua cópia virtual nos monitores conectados. Este sistema visual vestível permite que você veja seu próprio corpo ou o ambiente ao redor da perspectiva de uma terceira pessoa, mesmo quando você está se movendo.

The Constitute: Sebastian Piatza & Christian Zoellner

Eyesect
file festival
”Eyesect” é uma constelação interativa vestível que reflete um experimento extracorpóreo de maneiras imersivas. O trabalho permite que os usuários vicenciem seu ambiente sob novos pontos de vista. O mundo, conforme o percebemos na realidade e por meio da mídia, é alinhado com a visão dos seres humanos através de binóculos e estereoscópio. Essa perspectiva onipresente centrada no humano e o debate crítico sobre a tecnologia 3D que só estimula o espaço real e não simula a ânsia por novas propostas visuais foram o ponto de partida para o trabalho em ”Eyesect”

Rudolfo Quintas

SWAP
SWAP é uma performance audiovisual interativa para palco criada no cruzamento entre a dança e a visualização de movimento. A performance explora o conceito do corpo como sistema autopoiético intimamente ligado ao seu contexto, onde a mente, as emoções, o sistema nervoso e meio ambiente são um só – o corpo. Um organismo em permanente recursividade, regeneração e transformação, principio enunciado pelos biólogos Maturana e Varela. Em SWAP a visualização artística do movimento expõe os fluxos invisíveis que percorrem o interior e exterior do corpo, de acordo com a nossa percepção micro ou macro alteram a nossa leitura e compreensão da realidade. São geradas animações interactivas compostas por milhares de partículas em constante movimento que reflectem a relação entre o corpo do performer.

ERNESTO KLAR

Эрнесто Клар
Luzes Relacionais
File Festival
“Luzes Relacionais” (Relational Lights) é uma instalação interativa audiovisual que explora a relação das pessoas com o caráter orgânico-expressivo do “espaço”. A instalação usa luz, som, neblina e um sistema de software customizado para criar um espaço-luz tridimensional de morphing (metamorfose), em que os espectadores participam ativamente, manipulando-o com sua presença e seus movimentos[…] A obra funciona como um organismo vivo, com ou sem a presença e a interação dos espectadores. Quando os espectadores saem da área de rastreamento ativo, o sistema começa seu próprio diálogo com o espaço através de extrusão e transformação de sequências de formas geométricas luminosas. Quando os espectadores penetram e interagem com o espaço-luz projetado, uma expressão coletiva e participativa do espaço se desdobra. “Luzes Relacionais” amplia o tecido tridimensional do espaço, tornando-o visível, audível e tangível aos participantes.

Marshmallow Laser Feast

Laser Forest
O público pode explorar livremente o espaço, batendo fisicamente, agitando, arrancando e vibrando as árvores para acionar sons e lasers, provocando uma experiência coletiva bem interativa. Devido à elasticidade natural do material, a interação com as árvores fazia com que elas oscilassem, criando padrões de vibração de luz e som. Cada árvore estava sintonizada com um tom específico, criando sons harmoniosos espacializados e jogados através de um sistema de som surround poderoso, e quanto mais gente, mais legal ficava o experimento. A instalação foi projetada para trazer para fora em adultos os sentimentos de curiosidade e admiração, que são tão viva e evidentes nas crianças.